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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) acabou de ser nocauteado, num golpe certeiro na sua ignorância e arrogância política! Quem acertou o soco fatal no ego do seu estômago foi a pandemia do coronavírus.
No início do combate, Bolsonaro tentou blefar. Ficou bailando sobre o ringue desta grave crise econômica e de saúde. Imaginou que poderia chegar ao último assalto inteiro. Sorrindo, como fazia Mohamed Ali, um dos maiores boxeadores do século 20.
Febre
Sorria do adversário. Dizia que tudo aquilo não passava de uma “gripezinha”. Igual aos cegos da razão, não percebeu que o coronavírus já tinha causado estragos em outros ringues. Não entra nesta luta para brincar, mas para matar.
Um dos golpes dele é tirar o fôlego do adversário, reduzir a capacidade do seu oponente de respirar profundamente, para em seguida a temperatura do corpo subir, numa terrível febre. Bolsonaro não deu crédito a nada disto.
Toalha
Todo boxeador precisa de apoio. Ele perdeu a confiança do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e dos seus eleitores, hipnotizados pelas redes sociais. O estafe de militares também já ameaça jogar a toalha no ringue, mostrando que Bolsonaro não tem mais condições de lutar.
Tudo é questão de tempo, que corre rápido. Ironicamente num dia 1º de abril, igual em 1964, quando as Forças Armadas, no dia 31 daquele ano, retirou do poder um presidente eleito legitimamente. A diferença, é que Bolsonaro não valorizou os votos que recebeu na última eleição. O ringue da aberto para o novo boxeador: general Mourão!