O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), afirmou, em encontro com empresários do setor do aço, em São Paulo, que a concessão de um auxílio emergencial pelo governo no período mais agudo da pandemia evitou que as pessoas saqueassem supermercados no país. Em discurso no evento, ele voltou a criticar a oposição, dizendo que os adversários tentaram impedir que o governo pudesse adotar medidas que beneficiassem a população.
"Imagine se a equipe do Paulo Guedes, justamente com a Caixa, entre outros ministérios, não fizesse rapidamente o auxílio emergencial em 2020? O pessoal ia pra rua, ia ter saque em supermercado. Ia pela fome", disse o presidente, ao criticar as medidas de isolamento social adotadas no país.
Bolsonaro afirmou que o pagamento mensal a 68 milhões de pessoas, se fosse mantido indefinidamente, geraria um endividamento de R$ 50 bilhões "Ninguém aguenta isso. Fizemos agora, com responsabilidade. Passamos para R$ 400 em dezembro, com a esquerda contrária, e depois com mais R$ 200, porque a inflação do gênero alimentício se fez presente", explicou.
O presidente também exaltou sua pressão pela queda de impostos estaduais que propiciou redução de preços no combustível e na energia elétrica. "No Senado, todos os senadores do PT votaram contra o teto de 17% do ICMS aos serviços essenciais. Acho que se aplica a vocês na questão da energia também. Todo mundo está ganhando. O empresário, é o proprietário de sua casa, é aquela pessoa que tem um salão de beleza, o dono da padaria, que já está pagando menos na energia elétrica. Mas tudo isso com responsabilidade", disse o presidente.
No mesmo discurso, o presidente voltou a reclamar de sua função, dizendo que preferia estar contando piada a comandar o país. No entanto, ele afirma que continua no cargo por entender que é uma missão divina.
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