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Sexta-feira, 25 de Setembro 2026
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Violência urbana mata mais de 26 mil na primeira metade de 2018

Dados não contemplam todos os estados o que pode significar um número ainda maior de assassinatos

Redação
Por Redação
Violência urbana mata mais de 26 mil na primeira metade de 2018
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Dados não contemplam todos os estados o que pode significar um número ainda maior de assassinatos (Foto: Reprodução)

Dados recentes apontam que 26.126 pessoas foram assassinadas durante o primeiro semestre de 2018 no Brasil. A lamentável estatística faz parte do índice nacional de homicídios elaborado pelo portal G1, e que monitora juntamente com as entidades de segurança nacional a violência em todo o país.

O número assustador é contabilizado a partir de crimes violentos letais e intencionais, o que envolve homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. A média de casos com estes perfis chega a 4.350 por mês.

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Os dados não contemplam os números dos estados de Tocantins, Maranhão e Paraná, já que as entidades responsáveis desses estados ainda não divulgaram oficialmente os índices de violência locais. Com isso, pode ser maior de 26 mil a quantidade de vítimas mortas por assassinato.

Elaborado em parceria com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o levantamento ainda aponta que a taxa de mortes violentas a cada 100 mil habitantes em todo o país chegou 12,5.

O estado de São Paulo possui a menor taxa, de 3,8 a cada 100 mil, enquanto que Roraima é o estado que mais mata por habitantes, com 27,7, depois de Rio Grande do Norte (27,1), Ceará (26) e Acre (26).

Recorde – Recentemente, mais dados apontaram números surpreendentes sobre a violência urbana no Brasil. De acordo com levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o país bateu recorde em homicídios registrados, com cerca de sete assassinatos por hora no ano de 2017 e um total de 63.880 mortes somente no ano passado.

É o maior número de mortes na história, já que comparado aos anos anteriores, o país nunca havia sofrido tanto com o número de assassinatos registrados. Em 2016 foram 61.619 homicídios, um aumento de 2,9%, e em 2015 foram 58.383, 8% a menos que um ano atrás.

O Estado com maior taxa de morte, uma para cada 100 mil habitantes, é o Acre, com 63,9 e Ceará o segundo com 39,1. São Paulo (10,7), Santa Catarina (16,5) e Distrito Federal (18,2) tem as menores taxas. Dentre as capitais mais violentas estão Rio Branco (AC), com 83,7, Fortaleza (CE), ostentando lamentáveis 77,3, e Belém (PA), com 67,5.

Aumentou também a violência contra a mulher no país. Em 2017, foram registrados um total de 60.018 casos de estupros denunciados, o que representa um aumento de 8,4% em relação ao ano anterior, em que foram contabilizados 54,9 mil. Da mesma forma, os casos de feminicídio subiram em 6,1%, em relação a 2016. Foram 1.133 vítimas no ano passado contra 929.

Registrou-se também que 221.238 mulheres sofreram violência doméstica no ano passado e somado aos casos de estupro e feminicídio, cerca de 4.539 foram mortas por causa da violência urbana e contra a mulher.

O diretor do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima, explica que o crescimento da violência no país tem duas direções. “Uma são as novas dinâmicas do crime organizado, agora, a outra, é a insistência da política pública de várias esferas e poderes, de continuar fazendo mais do mesmo", avaliou o diretor.

Para Samira Bueno, diretora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a solução está na identificação dos focos de violência para etão combate-los."Saber onde acontecem os principais crimes, como eles ocorrem e quais suas principais vítimas são o primeiro passo para qualquer ação que tenha por objetivo interromper a violência", disse.

 

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