Erika Hilton (PSOL-SP) foi eleita deputada federal por São Paulo. Ela é a primeira travesti a conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados, com 256.902 votos válidos. Mulher negra, já passou pela Assembleia Legislativa de São Paulo e foi a mulher mais bem votada do Brasil para vereadora em 2020. Preside a Comissão de Direitos Humanos e encabeçou a primeira CPI que investigou a violência contra pessoas trans do país.
Tem como suas prioridades políticas o combate à fome e às desigualdades e uma democracia de verdade para a maioria: mulheres, negros, LGBTQIA+, jovens, idosos, trabalhadores, indígenas e pessoas com deficiência. A bandeira LGBTQI+ foi o principal tema de sua campanha, mas ela também prometeu aplicar R$ 5 bilhões para enfrentar a fome e valorizar a agricultura familiar. Defender a primeira infância, as universidades públicas e a produção científica do país são outras bandeiras. Na saúde, Erika quer enfrentar os aumentos nos planos de saúde e defende o Sistema Único de Saúde (SUS) gratuito.

“Precisamos de vozes e projetos políticos que incorporem a necessidade das favelas, das quebradas e das esquinas. Queremos uma realidade onde possamos existir sendo quem somos, do jeito que somos”, escreveu em seu site.
Nascida em Franco da Rocha, na Grande São Paulo, Erika Hilton cursou pedagogia e gerontologia, mas não chegou a concluir. Sua carreira política começou em 2015, quando tentou comprar passagens de ônibus e a empresa se recusou a emitir os bilhetes com o nome social dela. Depois de fazer petições online, e conseguir engajamento, resolveu o imbróglio e ganhou notoriedade. Erika foi convidada a se filiar ao PSOL um ano depois, ainda em 2016.
Nas eleições deste ano, Erika está entre as dez melhores votações.
Redação da Agência de Notícias da Aids
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