Estranho, é a primeira vez que São Paulo não terá a corrida de São Silvestre selando o final do ano. Nem durante a segunda Guerra Mundial de 1940 a 1945 ela deixou de acontecer. Por causa da pandemia, a edição de 2020 vai ocorrer em julho de 2021.
A São Silvestre começou em 1924, após retorno de uma viagem à França feita pelo jornalista Cásper Líbero. A inspiração veio de uma corrida vista naquele país, com os corredores carregando tochas durante o percurso. Aqui não se imitou esse gesto.
O nome é homenagem ao Dia de São Silvestre, que foi um papa que comandou a igreja católica de 31 de janeiro de 314 d.C a 31 de dezembro de 335 d.C. A primeira edição teve 60 competidores contra os atuais 30 mil inscritos, entre mulheres, homens e deficientes.
Com o trajeto de 8 km contra os 17 km de hoje, o primeiro vencedor foi Alfredo Gomes. Só a partir de 1975, quando a ONU (Organizações das Nações Unidas) reconheceu como Ano Internacional da Mulher, que atletas femininas passaram a integrar a competição em 1976.
Entre os homens, o Brasil lidera o ranking de títulos com 29 campeões, em segundo lugar está o Quênia, com 14 vencedores. Na categoria feminina, o Quênia domina o ranking com 12 conquistas. O vice-líder é Portugal, com sete vitórias. Marilson Gomes dos Santos ganhou três vezes a São Silvestre (2003,2005 e 2010). A portuguesa Rosa Mota venceu de 1981 a 1986.
Comentários: