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Domingo, 27 de Setembro 2026
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Prefeitura vai lutar para manter F1 em São Paulo

Prefeito Bruno Covas afirmou que evento deve continuar em Interlagos pelo menos até 2020

Redação
Por Redação
Prefeitura vai lutar para manter F1 em São Paulo
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O Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1 deve continuar no Autódromo de Interlagos pelo menos até 2020, quando vence o contrato com a organização do evento. O prefeito Bruno Covas e o governador João Doria defenderam hoje, em entrevista coletiva, a permanência do evento na cidade de São Paulo nos próximos anos e que não há motivos para transferi-lo para outra cidade, como o Rio de Janeiro.

“No ano passado tivemos um Grande Prêmio que foi um sucesso. Desde o final do último GP iniciamos as tratativas para renovar o contrato para depois de 2021 e, neste período, não encontramos nenhuma resistência. Estamos discutindo os termos dessa renovação”, afirmou o prefeito Bruno Covas. Segundo ele, em junho, representantes da F1 estarão em São Paulo para dar continuidade às negociações para a permanência do evento em São Paulo.

“Fomos pegos de surpresa com esse anúncio, já que as tratativas sobre o assunto estão dentro da normalidade e no prazo normal da renovação”, afirmou Bruno Covas. O prefeito destacou que a F1 provoca um impacto positivo de R$ 334 milhões na economia da cidade de São Paulo. São os turistas que vem para São Paulo, pegam táxis, frequentam restaurantes e ficam hospedados nos hotéis. Logo, a prefeitura vai lutar para manter o evento na capital paulista.

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O governador João Doria também defendeu a permanência da F1 na cidade de São Paulo e não há motivos para a transferência para o Rio de Janeiro. Doria também lembrou que há sanções e multas pesadas em caso de rompimento de contrato. De acordo com o governador, tanto ele como o prefeito Bruno Covas não vão abrir mão da F1 em São Paulo, que tem vocação natural para sediar o evento e um dos melhores circuitos automobilísticos do mundo, atestados por quatro gerações de pilotos  de F1 que colocam Interlagos como um dos cinco melhores circuitos do mundo.

Não apenas a cidade de São Paulo se orgulha de ter a Fórmula 1, como também estamos buscando ter outros eventos da FIA, como a prova de Endurance. Continuamos em tratativa com a Fórmula E, para que inclusive São Paulo seja a única cidade no mundo a ter as três principais provas da FIA”, disse o prefeito.

Economia
O último GP do Brasil, realizado em novembro de 2018 na cidade de São Paulo, movimentou a economia da capital. O impacto no turismo foi de R$ 334 milhões, um crescimento de 19,2% frente aos R$ 280 milhões registrados no ano passado. Houve aumento de todos os indicadores em relação a 2017. As informações foram apresentadas pela Secretaria Municipal de Turismo.

Valores
A Prefeitura não paga nenhum valor à organização da F1 para sediar o evento. Os benefícios são para a economia da cidade como um todo, na geração de renda, empregos e visibilidade.

O prefeito Bruno Covas afirmou, durante a coletiva de hoje, que não está em uma cruzada contra o presidente Jair Bolsonaro, que anunciou a transferência da Fórmula 1 para o Rio de Janeiro. Bruno Covas afirmou que está apenas defendendo os interesses da cidade de São Paulo. O prefeito afirmou que o presidente pode ter sido induzido a um erro e que, em momento algum, foi colocado qualquer obstáculo que colocasse em dúvida a renovação do contrato ou inviabilização da prova na cidade de São Paulo.

Concessão de Interlagos
Na última quarta-feira (8), a Prefeitura de São Paulo encaminhou a Câmara Municipal o Projeto de Lei (PL) que propõe incluir na Lei n° 16.703/17 a hipótese de concessão e/ou permissão de vários serviços, obras e bens, entre eles o Autódromo de Interlagos, protocolado com um expresso pedido de urgência em sua tramitação. A atualização e a nova redação das legislações citadas no PL vão dar novos instrumentos para a Prefeitura viabilizar parcerias com o setor privado.

“Nós esperamos que os vereadores possam avançar ainda neste mês para que possamos ter aprovada a concessão e liberar a Prefeitura a lançar os editais que são necessários para avançar com este projeto”, disse Covas. 

O Complexo Interlagos é um equipamento público subutilizado que, atualmente, custa por ano, aproximadamente, R$ 40,9 milhões. Caso o município continue arcando com esses valores e realizando novos investimentos, haverá substancial risco de comprometer o financiamento de outras políticas públicas essenciais aos munícipes paulistanos. Por este motivo, propôs o redesenho do arranjo institucional da gestão do Complexo Interlagos.

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