São Paulo de Fato

PM resgata criança presa em cárcere privado

O aspecto físico da criança lembrava a triste imagem dos judeus resgatados dos campos de concentração mantidos pelos nazistas

Paulo Bernardino

 

 

Horror! Essa é a classificação da notícia de uma criança de 11 anos resgatada pela Polícia no final de semana em Campinas (SP). Preso dentro de um tambor, o menino, muito magro e desnutrido, ficava vários dias sem beber água e comer. O pai e a madrasta, Luciana Rodrigues, tentaram justificar o cárcere privado sob desculpa de problemas mentais do menino.

A polícia prendeu o pai, a madrasta e sua irmã em flagrante. Justificando o texto bíblico em que Jesus Cristo diz que o diabo se transforma em anjo de luz, Luciana Rodrigues dirigia uma ONG protetora de animais, fazia doces e pedia doação à população do bairro, aparentando a imagem de alguém do bem.

Durante depoimento, o pai do garoto, confessou que o menino era fruto de outro relacionamento. Na avaliação do sargento Mike Jason, o aspecto físico da criança lembrava a triste imagem dos judeus resgatados dos campos de concentração mantidos pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Vizinhos do casal afirmaram aos policiais de que o Conselho Tutelar tinha conhecimento dos maus tratos praticados contra o menino.

Em jornalismo nos adaptamos a vários tipos de situações em que precisamos manter o nosso emocional sob controle. Mas diante dos vídeos que recebi, narrando o horror que os policiais se depararam ao destruir o cárcere privado, senti nojo e vontade de chorar. Sei que existem muitas pessoas ruins, porém algumas superam. Como é possível fazer isto contra um ser humano?

Espero e peço que Deus cuide desta criança, para que ela não tenha graves seqüelas mentais no decorrer da vida. Imagino o desespero de tentar dormir e não conseguir, pois permanecia de pé o tempo todo. Sentir sede e não conseguir água. Ficar vários dias sem comer. A Justiça precisa punir com todo rigor as duas mulheres e o pai deste menino. Devem sentir na pele o mal que cometeram contra esse inocente. Antes que os próprios presos façam justiça com as próprias mãos.

Fonte

Luís Alberto Alves, jornalista, editor do site e jornal São Paulo de Fato
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PM resgata criança presa em cárcere privado

Luís Alberto Alves, jornalista, editor do site e jornal São Paulo de Fato

 

 

Horror! Essa é a classificação da notícia de uma criança de 11 anos resgatada pela Polícia no final de semana em Campinas (SP). Preso dentro de um tambor, o menino, muito magro e desnutrido, ficava vários dias sem beber água e comer. O pai e a madrasta, Luciana Rodrigues, tentaram justificar o cárcere privado sob desculpa de problemas mentais do menino.

A polícia prendeu o pai, a madrasta e sua irmã em flagrante. Justificando o texto bíblico em que Jesus Cristo diz que o diabo se transforma em anjo de luz, Luciana Rodrigues dirigia uma ONG protetora de animais, fazia doces e pedia doação à população do bairro, aparentando a imagem de alguém do bem.

Durante depoimento, o pai do garoto, confessou que o menino era fruto de outro relacionamento. Na avaliação do sargento Mike Jason, o aspecto físico da criança lembrava a triste imagem dos judeus resgatados dos campos de concentração mantidos pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Vizinhos do casal afirmaram aos policiais de que o Conselho Tutelar tinha conhecimento dos maus tratos praticados contra o menino.

Em jornalismo nos adaptamos a vários tipos de situações em que precisamos manter o nosso emocional sob controle. Mas diante dos vídeos que recebi, narrando o horror que os policiais se depararam ao destruir o cárcere privado, senti nojo e vontade de chorar. Sei que existem muitas pessoas ruins, porém algumas superam. Como é possível fazer isto contra um ser humano?

Espero e peço que Deus cuide desta criança, para que ela não tenha graves seqüelas mentais no decorrer da vida. Imagino o desespero de tentar dormir e não conseguir, pois permanecia de pé o tempo todo. Sentir sede e não conseguir água. Ficar vários dias sem comer. A Justiça precisa punir com todo rigor as duas mulheres e o pai deste menino. Devem sentir na pele o mal que cometeram contra esse inocente. Antes que os próprios presos façam justiça com as próprias mãos.