Aguarde, carregando...

Domingo, 27 de Setembro 2026
Economia

PIB e produtividade desaceleraram após abertura comercial brasileira, aponta Fiesp

Levantamento mostra que não há relação automática entre abertura comercial e crescimento

Redação
Por Redação
PIB e produtividade desaceleraram após abertura comercial brasileira, aponta Fiesp
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
GOOGLE Não perca nossas próximas notícias

Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰

Levantamento mostra que não há relação automática entre abertura comercial e crescimento (Foto: Reprodução)

Estudo realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) mostra que não é possível estabelecer uma relação automática entre abertura comercial e crescimento econômico. Engajada na retomada da economia brasileira, a Fiesp alerta que é preciso melhorar as condições de produção para a indústria nacional, de olho em uma agregação de valor às cadeias produtivas locais, antes de focar esforços apenas em uma abertura comercial.

Na avaliação do presidente em exercício da Fiesp, José Ricardo Roriz, é preciso que a pauta exportadora seja mais diversa no Brasil, com bens manufaturados, como mostra a experiência internacional. "O adverso e elevado Custo Brasil e a equivocada política cambial elevam os custos de produção, encarecendo a produção nacional e reduzindo a capacidade de inovação da indústria", afirma.

Leia Também:

De acordo com ele, a pauta de exportação brasileira tem baixa complexidade e é concentrada em produtos de baixo valor agregado, enquanto as importações feitas pelo país miram produtos de maior valor agregado e alta intensidade tecnológica; 60,3% da pauta concentra bens de média-alta (44,6%) e alta tecnologia (15,7%). Em 2001, o Brasil ocupava o 38º lugar no ranking mundial de complexidade econômica. Em 2015, ficou com a 51ª posição, confirmando a menor estrutura produtiva do país.

O saldo anual de comércio exterior para bens manufaturados brasileiros está negativo desde 2007. De 2001 a 2015, o déficit médio de importações contra as exportações corresponde a 1,8% do PIB. "No Brasil, o excesso de custos é maior do que a proteção, em forma de barreiras tarifárias e não tarifárias", diz Roriz.

De acordo com o levantamento, tanto o Produto Interno Bruto (PIB) per capita quanto a produtividade em relação à força de trabalho recuaram no país desde o processo de abertura comercial em 1991. A análise feita em julho foi a primeira de uma série de estudos da entidade sobre a liberalização comercial no Brasil. Para a Fiesp, a baixa competitividade de um país limita o crescimento do PIB, favorece o crescimento das importações e limita e crescimento das exportações.

A Fiesp aponta que a produtividade do trabalho (PIB/população ocupada) cresceu em média 1,1% ao ano de 1971 a 1991, aumentando para 1,4% de crescimento médio anual de 1992 a 2011. No entanto, a produtividade do trabalho (PIB/força de trabalho) na mesma comparação de períodos passou de crescimento médio anual de 2,1% para 1,5%. E o PIB per capita (PIB/população total) teve seu crescimento médio anual reduzido de 2,4% para 1,9%, na mesma base de comparação.

Além disso, a taxa de crescimento brasileira desacelerou ante outros países em desenvolvimento nos mesmos anos (veja em anexo o levantamento completo). De 1992 a 2011 o crescimento do PIB do Brasil recuou 1,3 ponto percentual em relação ao período 1972 a 1991, enquanto outras economias emergentes avançaram 1,2 ponto percentual.

 

FONTE/CRÉDITOS: Fiesp

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR