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Quinta-feira, 24 de Setembro 2026
Saúde

Parto humanizado e parto normal tem diferença?

O parto humanizado não é necessariamente aquele feito em banheira

Redação
Por Redação
Parto humanizado e parto normal tem diferença?
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A humanização significa que a assistência obstétrica respeita o protagonismo da mulher, suas escolhas informadas, com base nas evidências científicas atualizadas, preservando a dignidade e integridade física e emocional do binômio mãe e bebê. Em outras palavras, a prática é assegurar que a mãe não sofra violência obstétrica passe por práticas consideradas invasivas ou indesejáveis de acordo com a opção de cada mãe, como a episiotomia de rotina, soro para acelerar o parto e posições desconfortáveis.

Mas diferentemente do que muitos imaginam ao ouvir o termo, o parto humanizado não é necessariamente aquele feito em banheira, com acompanhamento de doula, ou mesmo fora do hospital. “O termo ‘parto respeitoso’ indica o que precisamos dar assistência à mulher que vai parir. O objetivo é garantir a privacidade dela e respeitar suas vontades para que se sinta acolhida, bem-vinda e confortável”, aponta Alberto Guimarães, mestre em ginecologia e obstetrícia pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Parto humanizado: pode ocorrer tanto no procedimento normal quanto na cesária. “Uma cesária não pode ser sinônimo de arrancar o bebê da mãe. Também é possível ter o contato pele a pele após o parto, colocá-lo para mamar na primeira hora… Medidas que contribuem para o acolhimento e conexão entre os dois”, indica o médico.

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Parto domiciliar ou no hospital: Assim como a companhia da doula ou o período na banheira são escolhas da mulher independente do local onde esteja, dar à luz em ambiente hospitalar ou domiciliar também pode ser opção da mulher, mas é necessário conhecer os riscos.

“Quando a casa está equipada com tudo que é necessário para a segurança da mãe e do bebê, é possível ter experiências de sucesso. Mas nem sempre esse é o caso. Se há complicações como uma hemorragia na mulher ou um prolapso do cordão umbilical (quando ele sai antes que a criança), é difícil resolver fora do hospital”, explicou Guimarães

 

FONTE/CRÉDITOS: Dr. Alberto Guimarães: ginecologista, obstetra e precursor do Parto sem Medo

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