Algumas coisas têm sido debatidas desde a votação da urgência do PL 2630 ( O PL das Fake News). Entre elas, estão as mais distintas desculpas para o controle, uma vez que as plataformas serão obrigadas a retirarem do ar postagens que sejam consideradas falsas ou mesmo que tenham ligação com o imaginário discurso de ódio, que, segundo o especialista Felipe Neto, não é destilar "ódio" ( perdão pela redundância) contra alguém com palavras ou ofensas, mas discursar contra minorias escolhidas de forma seletiva por sabe Deus quem. Além disso, está sendo muito comentado sobre os ataques às escolas e de como as redes sociais teriam influenciado nisso. Tudo conversa. O motivo mesmo é outro.
Me lembro da época em que Lula governava o Brasil pela primeira vez. De 2003 até 2006 era impossível criticar o atual presidente por qualquer escândalo de corrupção que fosse. Mesmo aqueles que abalaram a República. Isso porque qualquer voz era facilmente calada com o argumento de que não havia passado na televisão, logo não era verdade. Esse monopólio da informação fez Lula surfar com uma tranquilidade que nenhum outro presidente conseguiu até hoje. E é aí que está o "X da questão".
Se Lula tivesse dito que " Pelotas é expordadora de viado" na ópoca da velocidade das informações das redes, certamente o mundo cairia sobre sua cabeça logo na sequência, criando crise e desgastando sua imagem pessoal. O vídeo foi resgatado depois que o petista saiu da presidência tendo bem menos impacto para a figura política, que hoje se diz contra a homofobia.
Isso mostra que a preocupação do governo em conter as redes e ter autonomia sobre elas, nada tem relação com salvar vidas e evitar ataques. Isso é a famosa "cortina de fumaça". Vejam vocês, queridos leitores, que praticamente não se discute punição aos agressores, apenas a utopia de um mundo no qual todos cantem John Lennon e vivam felizes para sempre.
O PT perdeu sua santidade por conta da internet e da politização de pessoas que puderam escolher o que assistir, ouvir e seguir. Lula sempre disse que combateria a diversidade de opiniões livres, que ele chama de mentira, na internet e, agora, tem a oportunidade de colocar em prática.
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