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Alckmin, Marina e Bolsonaro foram os mais perseguidos, em encontro que durou três horas (Foto: Reprodução)
Foi realizado nesta quinta (9) o primeiro debate eleitoral à presidência da República, das eleições de 2018, transmitido pela TV Bandeirantes. Sem a presença do ex-presidente Lula, que permanece preso em Curitiba pela Lava-Jato, os demais candidatos discutiram as pautas apresentadas por sorteio e por jornalistas presentes no programa.
Estiveram participando do embate televisivo que durou três horas e que foi apresentado pelo jornalista Ricardo Boechat, Alvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede), Jair Bolsonaro (PSL), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB) e Ciro Gomes (PDT).
Primeiramente, cada um dos oito presidenciáveis se apresentou e após isso, o debate se iniciou com os candidatos, em ordem sorteada previamente, fazendo perguntas aos adversários conforme escolha própria. Cada pergunta, teve duração de um minuto e meio e a réplica e tréplica de 45 segundos.
Boulos começou atacando Bolsonaro o acusando da presença de funcionários fantasma em seu gabinete e Alckmin foi interrogado por Ciro Gomes sobre a reforma trabalhista aprovada pelo governo Temer e apoiada pelo partido do Tucano.
Depois, Alckmin questionou Marina Silva sobre qual seria sua proposta para melhorar o Sistema Único de Saúde brasileiro. Em resposta, a candidata da Rede propôs reestruturar todo o sistema com uma atuação mais ampla, inclusive atacando o tucano a respeito de falhas de seu governo nesta área, a frente do Estado de São Paulo.
Quando teve sua vez, Marina perguntou ao pessedebista sobre as suas propostas de reforma para o país. Alckmin citou a intensão de uma reforma tributária, reduzindo cinco dos principais impostos, entre eles o ICMS, para apenas um o que, segundo ele, diminuiria a arrecadação.
No segundo bloco, foi a vez dos jornalistas convidados pela emissora a interrogar os candidatos, com mais um candidato, escolhido pelo jornalista, a fazer um comentário sobre a questão.
Marina foi questionada sobre o déficit econômico fiscal de R$ 563 bilhões, interrogando sobra sua proposta para este problema. A presidenciável citou a reforma da previdência e recuperação da credibilidade para que o país volte a crescer economicamente. Henrique Meirelles comentou de forma mais pragmática, apenas explicando que para a redução do déficit deve juntamente abaixar os juros, num problema um pouco mais complexo.
À Ciro Gomes foi interrogado sobre a reforma trabalhista e qual seria sua proposta que é igualar o piso para trabalhadores do setor privado e servidores públicos, defendendo uma mudança na estrutura atual.
Sobre a migração de venezuelanos descontrolada que tem ocorrido no país, Meirelles apoiou o investimento aos estados que têm recebido os refugiados, concordando com o comentário de Alvaro Dias a respeito da ditadura na Venezuela, controlada por governos de esquerdas e criticando os governos brasileiros que apoiaram a assenção de tal regime.
A respeito do aumento de mortes por aborto e como resolvê-lo, Boulos defendeu tratá-lo como um problema de saúde pública e dar autonomia para que as mulheres decidam sobre abortar ou não, enquanto que Marina, contra a legalização, defendeu a realização de um plebiscito para que a população participe da discussão.
Na terceira parte do debate, mais uma rodada de perguntas entre os candidatos com Alvaro Dias interrogando Alckmin sobre a atuação da Polícia Federal através da Lava-Jato. O tucano elogiou a corporação e prometeu apoiar em seu governo.
Boulos atacou Meirelles por ser banqueiro e por ter sido falho durante seu período como ministro da Fazenda e presidente do Banco Central, que se defendeu dizendo que foi competente quando esteve à frente das pastas.
No quarto bloco mais uma rodada de perguntas de jornalistas aos candidatos. Questionado sobre a greve dos caminhoneiros que afetou o país inteiro há alguns meses, Cabo Daciolo defendeu os manifestantes e disse investir nas refinarias a fim de baixar o preço do diesel. Ele também foi interrogado sobre greves dos policiais e afirmou existir uma desvalorização da polícia militar.
Perguntado sobre a corrupção e o recrutamento em cargos públicos, Alckmin prometeu aumentar a fiscalização e apoiou a privatização para que haja menos recursos nas mãos do Estado. Marina comentou propondo um sistema que viabilizasse a capacidade técnica e compromisso perante a sociedade.
Ainda sobre a corrupção foi perguntado à Bolsonaro sobre o corte de benefícios a cargos públicos, citando inclusive sobre possíveis benefícios aos militares, o que ele negou. No comentário, foi atacado por Boulos que o acusou de ter sido indisciplinado em sua carreira no exército, sendo inclusive expulso, o que ele também desmentiu.
Ao final, na última parte do debate, cada um dos oito candidatos concluíram com um último comentário livre, fazendo suas considerações finais e encerrando o primeiro debate das eleições presidenciais na televisão.
Debate à parte - Por não poder particpar do debate por causa da prisão de Lula, o PT organizou um outro encontro na internet, ao mesmo tempo que o transmitido pela emissora televisiva, para criticar a organização do programa, que convidou oito dos 13 presidenciáveis ao Palácio do Planalto.
Contando com o candidato a vice-presidente Fernando Haddad, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, a deputada estadual do Rio Grande do Sul, Manuela D'Ávila (PCdoB); e o ex-presidente da Petrobras e coordenador-geral da da campanha petista, Sergio Gabrielli, os convidados discutiram pautas pré-determinadas assim como o debate na TV.