Existem pessoas que imaginam super-herois. Podem driblar qualquer problema e sair vitoriosos. Esse era o caso de Fernando. Diziam aos gritos que nada conseguiria lhe manter preso. Nem as drogas. Usaria e quando quisesse abandonaria o vício.
Gostava de fumar maconha. Cansado do cheiro da erva, entrou na onda do crack. Adorava ouvir o barulho das pedrinhas sendo consumidas e a sensação que o crack proporcionava. Tinha dinheiro. Comprava de quilo. Ficava o dia todo no cachimbo.
Ileso
Criticava as pessoas contrárias à liberação das drogas. Na opinião de Fernando, eram mal amadas e reprimidas. Medrosas, jamais mergulhariam de cabeça na busca por aventura. Por adrenalina. De ver o circo pegando fogo e sair dele ileso.
Auditor fiscal da Receita Federal. Ganhava bom salário. Por fora conseguia obter mais dinheiro na liberação de mercadorias suspeitas. Droga só é problema para quem é pobre, duro. Quando se tem dinheiro. Tudo é maravilhoso. Essa era sua opinião.
Cachimbo
Após 1 ano consumindo crack. Percebeu que não conseguia deixar de fumar a pedra em nenhum momento do dia. Logo, começou a faltar ao trabalho. O desejo era ficar dia e noite com o cachimbo de crack nas mãos, vendo dezenas de pedras sumirem.
Logo deixou de tomar banho. Não se alimentava direito. Barba e cabelos cresceram. O dinheiro ficou escasso. Vendeu o carro, computadores, televisores, micro ondas, roupas, calçados. Tardiamente percebeu porque o crack é chamado de droga.....
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