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Desde ontem (23), o governo federal, através do ministério da Saúde, passou a exigir uma série de documentos, como cartão do SUS (Sistema Único de Saúde) e registro de vacinação, às prefeituras para comunicar as mortes provocadas por #covid-19.
Por causa disto, o número de óbitos em SP caiu do recorde de 1.021 ontem (23) para 281 nesta quarta-feira (24). Segundo secretários de Saúde de várias cidades, a medida é para reduzir artificialmente a quantidade de vítimas fatais ceifadas pela #covid-19, atualmente em 298.843.
É como se para diminuir o número de prostitutas, fosse adotada nova nomenclatura, como “prazer sexual por meio monetário”, ou dizer que assaltantes deveriam ser chamados de “pessoas que subtraem capital financeiro alheio violentamente” ou dizer que político corrupto pudesse ser chamado de “alguém com desvio pecuniário em cargo público”.
Nada disso irá mudar a tragédia que a saúde enfrenta no Brasil. Alguns desavisados desconhecem que a #covid-19, principalmente em vítimas com doenças como diabetes, câncer, tuberculose, hipertensão, problemas cardíacos conhecidas como comorbidade, apenas aceleram o avanço dessas enfermidades, matando rapidamente.
O grande número de enterros e falta de vagas nas #UTIs (Unidade de Tarapia Intensiva) de hospitais públicos e privados é prova de que o Brasil enfrenta calamidade pública. Não serão maquiagens nas informações oficiais que mudarão esse triste quadro. Classifico essa medida de conversa para enganar bobo.