Hamilton era alucinado por Flávia. A conheceu ainda no Ensino Médio. Ambos com 18 anos. Paixão típica de adolescente. Daquelas que se fosse energia elétrica, era capaz de alimentar uma cidade de grande porte.
Juntos entraram na Unifesp, campus de Vila Clementino, onde fica o hospital São Paulo, Zona Sul da Capital. Enfrentavam diariamente os quase 32 quilômetros da distante Cidade Tiradentes, Zona Leste, para concretizar o sonho de serem médicos.
União
Em fase de realizar o curso de residência médica, noivos, resolveram se casar. Não conseguiam mais ficar distante um do outro. O negócio era selar a união e dormir e acordarem juntos. Enfrentando, lado a lado, todo o tipo de batalha, como fazem os casais que se amam.
Tudo estava fluindo bem, igual navio em mar calmo, sem ameaça de tempestade ou fortes ondas. Marcaram a data do casamento e passaram a distribuir os convites para os amigos e familiares, alguns deles da época de Ensino Médio.
Amor
Mas como não é possível conhecer profundamente os planos do destino, acabaram surpreendidos pela pandemia provocada pelo coronavírus. Pensaram em diversas estratégias, menos a de suspender a cerimônia onde, de frente para o outro, eles iriam jurar amor eterno.
Nascidos na década de 90, a famosa geração Millennials, embarcaram para a lua de mel, numa praia do Litoral Norte. Como médicos obedeceram à risca o isolamento social provocado pelo coronavírus. Deitados em camas separadas, um fazia selfie do outro e enviava para os amigos. Tudo sem nenhuma dose de sexo.....
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