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Sexta-feira, 25 de Setembro 2026
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Inverno atípico torna população de rua mais suscetível a doenças cardiovasculares

Levantamento de 2016 apontou que São Paulo tem 15.905 moradores de rua, o dobro do existente no ano 2000

Redação
Por Redação
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Levantamento de 2016 apontou que São Paulo tem 15.905 moradores de rua, o dobro do existente no ano 2000 (Foto: Reprodução)

O inverno chegou há praticamente um mês, mas até agora, com raras exceções, segue quente e ensolarado. As oscilações de temperatura, típicas de países tropicais como o Brasil, não causam estranheza. Este ano, porém, estão aquém do esperado para um período que, segundo expectativas iniciais, teria umas das mais baixas temperaturas dos últimos cem anos.

A informação, não confirmada, assustou grande parte da população quando surgiu nas redes sociais, sobretudo a que vive nas ruas de São Paulo. Levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), divulgado em 2016, apontou que a capital paulista tem 15.905 moradores de rua, o dobro do existente no ano 2000. No Brasil, segundo dados de 2017 do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), existem mais de 100 mil pessoas nessa situação.

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De todo modo, com baixas ou altas temperaturas, a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) adverte que casos de infarto e outras doenças do coração podem aumentar nesse período, no qual há intensa oscilação de temperatura, principalmente entre os idosos, cardiopatas e pessoas que ficam expostas ao tempo, como os moradores de rua.

O frio, assim como o calor, aumenta os riscos de saúde e pode desencadear e desenvolver doenças cardiovasculares. O presidente da Socesp, Dr. José Francisco Kerr Saraiva, explica que, em baixas temperaturas, o organismo passa por transformações metabólicas para produzir mais calor. Além disso a redução abrupta da temperatura pode levar a altercações da motricidade vascular podendo induzir ao espasmo das artérias coronárias podendo inclusive, em casos mais graves, levar ao infarto do miocárdio e arritmias fatais, afirma Saraiva.

Para Saraiva, os moradores de rua, muitas vezes idosos, já com cardiopatia ou não, às vezes abusam do álcool, com a falsa ideia de se proteger do frio, e acabam sofrendo hipotermia, com risco de morrer. "No inverno, pacientes mais idosos e portadores de cardiopatias crônicas têm mais chances de desenvolver complicações", salienta o cardiologista.

Pessoas com maior propensão a doenças nesta época, como cardiopatas, idosos e portadores de outras doenças crônicas, devem proteger-se das baixas e altas temperaturas, agasalhando-se de maneira adequada, reduzindo a exposição ao frio, tomando os medicamentos de uso habitual e se alimentando adequadamente.

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