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Número é o maior desde o início do levantamento em 2012; Negros e mulheres são os mais afetados (Foto: Reprodução)
Pela primeira vez desde que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) mede a amostra de trabalhadores subutilizados em todo o país, a taxa de pessoas desempregadas ou que trabalham na informalidade e com menos de 40 horas semanais chegou bateu recorde, ao registrar 24,7% no 1º trimestre de 2018. Isso significa, que o número de brasileiros em condições desfavoráveis de emprego, chegou a 27,7 milhões, o maior desde 2012 quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou o levantamento.
De acordo com os dados do PNAD Contínua divulgados nesta quinta (17), a quantidade de trabalhadores subutilizados vem aumentando desde o quarto trimestre de 2015, quando o contingente de pessoas nessa situação somava 18,5 milhões. Uma pequena queda, já que a crescente ocorre a partir do segundo trimestre de 2014, quando contavam-se 15,3 milhões de pessoas. Números de quando o estudo se iniciou, nos três primeiros meses de 2012 mostravam um número de 21,4 milhões.
O mesmo levantamento apontou que atualmente existem 13,7 mihões de brasileiros estão desempregados, com a taxa de desemprego subindo para 13,3% de janeiro a março deste ano, a maior desde o trimestre de abril a junho em 2013. Os estados do Amapá (21,5%), Bahia (17,9%), Pernambuco e Alagoas (17,7%) são os mais afetados. O Estado de Sâo Paulo também teve aumento no numero de desempregados, 14% já que no quaro trimestre de 2017 a taxa era de 12,7%.
Além dos 13,7 milhões de desempregados, 6,2 milhões estão em situação de subocupação, ou seja, pessoas que não trabalham o suiciente, menos de 40 horas semanais, e 7,8 milhões de força desperdiçada, que inclui pessoas que desistiram de procurar por emprego (4,6 mi) ou que deixam de trabalhar para outros ofícios como cuidar de casa (3,2 mi).
Outro dado alarmante é que mulheres, pretos e pardos são os grupos mais afetados pela falta de trabalho. De janeiro a março deste ano, a taxa de desocupação entre mulheres foi de 15%, enquanto o de homens é de 11,6%. Negros somam 16%, pardos 15,1% e de brancos 10,5%.