E o mundo da dramaturgia perdeu esta semana o icônico ator e diretor Milton Gonçalves aos 88 anos Mineiro de Monte Santo, mudou-se ainda muito jovem para São Paulo em busca de oportunidades. Perplexo com a dimensão da Paulicéia dos anos 50, certo dia foi visitar a Av. Paulista, ainda com seus casarões da riquíssima produção cafeeira e la foi abordado por um guarda civil, que disse pra ele ir embora dali, porque o lugar não era para gente preta. Esta situação o deixou triste e foi um divisor de águas em sua vida transformada na idéia da igualdade humana. Logo se apaixonou pelo teatro e foi para na televisão, estreando na novela Irmãos Coragem e interpretando o personagem Brás Canoeiro. Aliás, aqui vale a ressalva do codinome "Brás" que o editor deste jornal vem carregando contigo desde o início da década de 70. O sobrenome Pereira foi o dramaturgo Plínio Marcos quem completou. Milton Gonçalves foi um combativo ativista na luta contra o velado racismo que existe no Brasil e sempre questionou a mídia nacional por colocar a figura do negro em papéis subalternos e serviçais...!
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