Uma cirurgia não termina no momento em que o paciente recebe alta. Procedimentos estéticos nos meses seguintes podem influenciar a recuperação e ajudar na prevenção ou no controle de algumas complicações.
Técnicas não invasivas como drenagem linfática manual, massagem, taping, laser de baixa potência, radiofrequência e ultrassom têm ganhado espaço nos cuidados após a alta médica.
Embora não exista uma diretriz oficial que recomende todos os recursos estéticos para o pós-operatório, revisões científicas apontam que essas técnicas podem contribuir na redução de edemas e fibroses, mitigar dores, retenção de líquido e má-cicatrização, além de acelerar a recuperação quando indicadas pelo médico e executadas por profissionais qualificados.
A esteticista Thamires Carvalho que atua nos cuidados após os procedimentos médicos explica que o primeiro mês é mais crítico. É nesse período que ocorre uma intensa resposta inflamatória do organismo, que pode estar associada a algumas consequências negativas.
“As intercorrências não acontecem apenas no centro cirúrgico, acontecem também no pós-operatório durante esse processo intenso que o corpo passa. Os procedimentos pós evitam as complicações, além de entregar o melhor resultado”.
A procura por clínicas que oferecem os serviços vem aumentando à medida que cresce a procura por cirurgias, sobretudo, a plástica. Segundo a International Society of Aesthetic Plastic Surgery, o Brasil permanece entre os países que mais realizam cirurgias plásticas estéticas no mundo, ao lado dos Estados Unidos, o que aumenta também a importância de um pós-operatório adequado.
Esse crescimento incentivou a medicina a se dedicar ainda mais ao estudo do pós-operatório e a uma maior validação científica. Como consequência, esses métodos estéticos surgiram como mais um recurso auxiliar no restabelecimento do paciente.
A esteticista, que atua há 11 anos no serviço de estética natural, procedimentos faciais, corporais e cuidados pós-operatórios, atribui esse aumento ao estilo de vida das grandes metrópoles.
“Com a rotina das grandes cidades, onde os pacientes não podem ficar longos períodos em recuperação, um bom pós é uma necessidade”, diz a profissional.
Dentre os serviços estéticos voltados para esse fim, estão, principalmente: o laser de baixa potência para prevenir necrose por falta de circulação na região operada, também edemas e hematomas, além de dar melhor aspecto à cicatrização;
Ultrassom: muito usado na analgesia, ajuda a tratar fibrose, seroma (acúmulo de líquido) e aderência de cicatriz;
Radiofrequência: evita fibrose e trata flacidez quando decorrente, especialmente, de retirada de gordura.
Porém, o procedimento que lidera os tratamentos pós-cirúrgicos, é drenagem linfática. São massagens técnicas indispensáveis para tratar o acúmulo de líquido, comum após a alta, que dá a sensação de inchaço e causa dores. O método pode auxiliar no controle desse acúmulo que provoca sensação de inchaço e desconforto.
Apesar de serem técnicas não invasivas, os procedimentos não são indicados indistintamente para todos os pacientes. A estratégia usada, o momento de início e a frequência devem considerar o tipo de cirurgia, a evolução do quadro e a liberação do médico. Os procedimentos estéticos precisam ser individualizados e autorizados pela equipe responsável.
“As pessoas dão muita importância para a cirurgia em si e acabam não se preparando para o pré e pós-operatório. O que puder para fazer com que o corpo responda aos processos inflamatórios da melhor forma possível é o ideal”, conclui a esteticista.
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