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Domingo, 27 de Setembro 2026
Economia

Como evitar demissão de funcionários diante da crise

Empresário conta quais medidas tomou para não dispensar funcionários

Redação
Por Redação
Como evitar demissão de funcionários diante da crise
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Diante da pandemia do coronavírus muitas empresas - principalmente as pequenas e médias - estão enfrentando muitas dificuldades financeiras. Algumas exportações foram interrompidas, shoppings estão fechados, as viagens foram canceladas e comércios de outros segmentos também foram obrigados a baixar as portas por algum tempo, afetando empresas de diversos ramos.

Em uma situação como essa, sem poder manter as atividades por questões de saúde pública, muitos estão preocupados com o risco de demissão. A taxa de desemprego divulgada antes da pandemia era de 11,8% e provavelmente esse índice pode aumentar nos próximos meses. Algumas empresas já começaram a demitir funcionários por conta da crise, mas outras ainda estão procurando alternativas para passar por esta crise sem precisar dispensar seus trabalhadores.

"Estamos fazendo o máximo de esforços para não demitir ninguém, parte dos colaboradores entraram de férias, principalmente os que fazem parte do operacional, pois são pessoas que trabalham a maior parte do tempo nas ruas e estão expostos aos riscos de contaminação. Também foi implantada uma escala de trabalho com funcionários da área administrativa e a parte corporativa e todos aqueles que podem realizar seu trabalho em casa estão em home office", explica Guy Peixoto Neto, mentor de empreendedorismo jovem e fundador da Operalog Logística, empresa onde estas providências foram tomadas.

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O governo apontou algumas medidas que podem ajudar empresas a evitar demissões e até mesmo uma possível falência, foram anunciados R$51 bilhões para complementação salarial, caso a empresa reduza o salário e a jornada de trabalho dos funcionários e R$40 bilhões de crédito para financiamento da folha de pagamento.

Mesmo com as determinações adotadas pelo governo, Guy aconselha que os empresários façam redução de custos em seus negócios: "Aqui reduzimos o máximo de viagens por agora e estamos com o plano de não viajar até o final do ano. Com isso, reduzimos custos com passagem, hospedagem, locação de veículos, entre outros".

O empresário também conta que colocou em prática algumas mudanças que o governo está permitindo temporariamente, como adiar o pagamento do FGTS de abril, março e junho e pagar um terço das férias junto com o décimo terceiro.

"Também estamos em contato com os bancos para não pagarmos os financiamentos pelos próximos seis meses e assim ganhar um pouco de fôlego de caixa agora", explica o empreendedor.

Para quem é microempreendedor individual cadastrado no Simples Nacional, além do auxílio de R$ 600 anunciado, o pagamento da taxa mensal do MEI dos meses de março, abril e maio foram adiados para outubro, novembro e dezembro, respectivamente. A medida pode ajudar pequenos empresários autônomos neste momento de crise.

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