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A invasão do Capitólio (Congresso Nacional dos Estados Unidos) no dia
6 deste mês de janeiro, que entrará para a história, revela a veia
ditatorial do ainda presidente Donald Trump. Apostou que as Forças
Armadas norte-americanas iriam apoiá-lo nesta aventura golpista de
impedir a concretização da vitória do Democrata Joe Biden.
Trump, igual ao presidente Jânio Quadros na década de 1960, insiste em
fraude eleitoral, enquanto Jânio dizia que forças ocultas não o
queriam vê-lo mais no poder, após seis meses de governo. Desde o
início de sua desastrada administração, Trump usou vários recursos
para transformar os Estados Unidos numa ditadura.
O suspiro final foi insuflar parte de seus apoiadores a invadir o
Capitólio e ali dentro dar o tiro final na democracia. Errou.
Parlamentares do seu próprio partido, Republicano, uniram forças com
os Democratas, e sepultaram o sonho de um golpe de Estado. Os
militares não moveram uma palha para apoiar essa loucura.
Aqui no Sul, a imitação barata de Trump, Jair Bolsonaro, começou a
espalhar que em 2022 ele poderá ser vítima de fraude eleitoral, como
teria ocorrido, segundo ele, nas eleições presidenciais dos Estados
Unidos em 2020. Num surto de ignorância, Bolsonaro defende o uso de
cédula de papel, para garantir a lisura do processo para tentar se
manter no poder.
Pelo caos em que se transformou o Brasil, a oposição vai eleger o
próximo presidente do Brasil, apoiado pela direita, que se arrependeu
amargamente de cacifar um doido para administrar o país. Alguém
completamente despreparado. Sem nenhum tino de como se deve gerir os
destinos de uma nação.