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A limpeza desse eletrodoméstico é exigida e fiscalizada pela Vigilância Sanitária, mas numa rápida viagem pelos ônibus que circulam na capital paulista, nada disso é cumprido. Nem a Lei 13.589/2018, que determina quais os cuidados os ambientes coletivos, com ar-condicionado, devem obedecer.
Imagine você dentro de um ônibus lotado, mesmo em época de pandemia isto acontece, com ar-condicionado sujo funcionando. O passageiro vai se tornar vítima de vírus, bactérias, fungos, ácaros e poeira, que poderão provocar infecções.
Quando despejados no ambiente, eles deixam às pessoas mais vulneráveis a doença, visto que a mucosa nasal, protetora do nosso sistema respiratório, sofre desidratação, perdendo a capacidade de proteger o corpo. Como o aparelho não está limpo, o risco vai prevalecer.
A sujeira no ar-condicionado agrava as crises de bronquite, que consiste nos processos inflamatórios nos brônquios, cujas tubulações conduzem o ar até os pulmões. Neste caso, a poeira presente nos bancos e pisos dos ônibus, principalmente no Verão, entre nestes canais do corpo.
Quem sofre com rinite alérgica também poderá ser vítima do ar-condicionado nos ônibus que circulam em SP. Ao ter a membrana do interior nasal infectada, a pessoa começa a espirrar, os olhos lacrimejam e começa a coceira no nariz, olhos, garganta e até mesmo nos ouvidos.
Mas esses problemas ficam mais sérios, caso algum passageiro tenha nos pulmões a bactéria Legionella pneumophyla, quadro clínico de uma pneumonia séria, ela vai entrar no refrigerador de ar e será solta novamente no interior do ônibus. Esse micro-organismo poderá contaminar inúmeros passageiros.
Neste pequeno dicionário de doenças que tiram proveito de ar-condicionado sujo, a asma também pega carona, cujos fungos são os seus principais agentes de contaminação, que criam maior volume de bolor no local onde está instalado o ar-condicionado. A asma provoca cansaço, peito com chiado e muita tosse. Pelo visto as empresas de ônibus não estão preocupadas com essa questão.