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Sábado, 26 de Setembro 2026
Internacional

Ameaça de guerra entre Irã e EUA ajuda preço do petróleo subir

Valor do barril cru teve aumento de mais de 4%, nesta quarta-feira (8)

Redação
Por Redação
Ameaça de guerra  entre Irã e EUA ajuda preço do petróleo subir
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O valor do barril de petróleo ultrapassou, nesta quarta-feira (8), os US$ 65, um aumento de mais de 4%. A alta já é um reflexo da crise e do conflito entre iranianos e norte-americanos.

Em uma entrevista à rede de televisão norte-americana Fox News, o senador republicano Lindsey Graham, próximo de Donald Trump, admitiu que Washington pode agora visar as instalações petrolíferas no Irã.

Caso este cenário se concretize, o preço do ouro negro pode mesmo disparar.

Leia Também:

Rotas aéreas

Também como consequência do conflito internacional, diversas companhias aéreas decidiram redirecionar os voos para evitar sobrevoarem o espaço aéreo no Médio Oriente.

A Emirates, a Lufthansa, a Air France e a australiana Quantas vão desviar as rotas para outros trajetos.

Irã quer ver Estados Unidos fora da região e Iraque ameaça Washington

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, alertou nesta quarta-feira (8) os Estados Unidos para que se retirem da região e considerou que o lançamento de mísseis, na última madrugada, contra bases aéreas que abrigam tropas norte-americanas no Iraque, foi uma "bofetada" na cara dos EUA. No Iraque, um grupo paramilitar prometeu retaliação contra Washington, uma vez que o ataque ordenado por Donald Trump matou, além do general iraniano Qassem Soleimani, o comandante iraquiano Abu Mahdi al-Muhandis.

“Ações militares como esta não são o suficiente”, afirmou Khamenei, referindo-se ao lançamento de mais de uma dúzia de mísseis por parte do Irã contra duas bases militares iraquianas utilizadas pelo Exército norte-americano. “Esta região não vai aceitar a presença da América”.

“O que é importante é acabar com a presença degradante da América na região”, acrescentou o líder supremo iraniano durante um discurso transmitido pela televisão estatal, no qual descartou também qualquer hipótese de retomar as negociações com os EUA sobre um acordo nuclear. “Conversas e negociações são o começo da intervenção norte-americana”, afirmou.

O presidente do Irã, Hassan Rouhani, disse que Washington pode ter “cortado o braço” do general iraniano Qassem Soleimani, mas que a “perna” dos EUA seria cortada em resposta.

O lançamento de mísseis pelo Irã na última madrugada serviu de retaliação contra os Estados Unidos, depois de Donald Trump ter ordenado, na semana passada, um ataque aéreo em Bagdá que resultou na morte de Soleimani, general considerado herói no país e cujas cerimônias fúnebres reuniram milhares de pessoas.

Javad Zarif, ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, também reagiu ao lançamento de mísseis nesta quarta-feira. “A nossa ação foi em legítima defesa e os Estados Unidos devem evitar avaliá-la com base em ilusões”.

No Twitter, Zarif descreveu a medida como “adequada” e baseou-se em artigo da ONU para justificar a legítima defesa. “Não pretendemos uma escalada do conflito nem guerra, mas iremos defender-nos contra qualquer agressão”, escreveu.
 

*Emissora pública de televisão do Japão

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil

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