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Família de Alexandre de Menezes diz que ele morava no edifício e não foi visto desde o desabamento (Foto: Reprodução/G1)
Mais um nome foi incluído na lista de desaparecidos do edifício Wilton Paes de Almeida, localizado no Largo do Paissandu em São Paulo, que desabou após um incêndio no dia 1º de maio. Alexandre de Menezes, de 40 anos, era morador do 10º andar do prédio e provavelmenete estava dentro do local no momento em que veio a baixo, já que segunda a família do homem, ele não foi visto desde o dia da tragédia.
Alexandre era advogado formado e havia conseguido um cômodo no prédio depois de morar na rua por dois anos, já que era usuário de drogas e de álcool. A mãe e a irmã prestaram queixa do desaparecimento à polícia, informando que o parente deixou a casa onde morava com a família na zona leste da capital paulista a três anos, por causa do vício, e desde o ano passado estava residindo no edifício que caiu.
Como Alexandre não deu mais notícias desde o dia do acidente, sua família suspeitou que ele tivesse sido uma das vítimas. A avó do desaparecido falou aos policiais que via o neto todos os domingos, a fim de levar roupas limpas e dinheiro para ajudá-lo, no entanto, desde o dia 1º não teve mais notícias dele.
O Instituto de Criminalística que trabalha no caso do prédio do Paissandu está verificando se algum dos restos mortais encontrados nos escombros batem com os de Alexandre. Com o advigado incluído na lista de desaparecidos, agora somam cinco o número de vítimas ainda não identificadas no desabamento: Selma Almeida da Silva, 40 anos e mãe dos gêmeos Wender e Welder já identificados; Eva Barbosa Lima, 42 anos; Walmir Sousa Santos, 47 anos; e Gentil de Souza Rocha, 53.
Apesar de ainda haver vítimas desaparecidas, o governador do Estado, Márcio França, informou ao público que as buscas nos escombros haviam sido encerradas no últimos domingo (13), quando os bombeiros verificaram não ser mais possível encontrar corpos soterrados. Ao todo, 1.700 homens trabalharam no resgate dos desparecidos em 12 dias de buscas, que contabilizam oficialmente quatro mortos e dezenas de feridos.