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Quarta-feira, 30 de Setembro 2026
Crônica

A sorte nunca está ao seu lado sempre

Os amigos de Jeremias diziam que ele tinha o dom até de enganar a morte

Redação
Por Redação
A sorte nunca está ao seu lado sempre
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 Às vezes reparamos em algumas pessoas que tudo corre bem na vida. Até quando pisam na lama, colocam os pés numa carteira cheia de dinheiro que alguém deixou cair. Enfim, é o sujeito com muita sorte. Jamais estão na hora ruim. Sempre surfam na onda boa.

Jeremias se enquadrava neste time. No bairro onde morava, em Bangu, Rio de Janeiro, nunca ficava sem segundo plano. A vizinhança tinha inveja de como escapava de situações difíceis. Ninguém conseguia encontrar alguma explicação.

Galeão

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Quando estourou a epidemia de meningite em 1973, mesmo ao lado de pessoas contaminadas, saiu ileso. Antes, no ano anterior, no dia de fechar um negócio em São Paulo, o avião atrasou e não conseguiu chegar ao escritório da empresa, que funcionava no edifício Andraus, na Avenida São João. Escapou do incêndio.

Neste mesmo ano de 1973, não pode embarcar no voo 820 da Varig, para Paris, na França. Um grande congestionamento não o deixou chegar a tempo no Aeroporto Internacional do Galeão, Rio de Janeiro. Não fez parte dos 123 mortos, quando faltavam 5 minutos para a aeronave pousar no Aeroporto de Orly, em Paris.

Domingo

Os amigos de Jeremias diziam que ele tinha o dom até de enganar a morte. Explicações ninguém conseguia encontrar. Não era religioso. Acreditava apenas que quando chegasse sua hora, seria impossível impedir o desfecho final, que um dia estará na frente de qualquer pessoa, seja pobre ou rica.

Apesar dos 55 anos, Jeremias gostava de brincar com os netos no quintal de sua casa.  Numa tarde de domingo, após almoçar macarronada com frango, resolveu brincar com os netos no quintal do fundo. Por causa do calor molhou o piso e passou a correr em cima dele. Escorregou, bateu a cabeça no chão. Naquele dia, a sorte lhe abandonou.....

FONTE/CRÉDITOS: Aristóteles Ambrósio

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