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O mês de Junho se consolida como da luta pelos direitos da comunidade LGTQ+
O debate da desconstrução de gênero e a situação do público LGBT+ no mercado de trabalho estão acontecendo cada vez mais. O mês de Junho é um marco nas lutas pelos direitos da comunidade porque no dia 28 de Junho de 1969 um grupo de gays enfrentaram resistência policial e violência na cidade de Nova York. Essa revolta ficou conhecida como Stonewall. Em tradução livre - parede de pedra. Vencendo essa resistência, essa "parede de pedra", vários grupos, de diversas partes do Brasil, vão às ruas este mês para celebrar as suas vitórias e angariar por seus direitos.
"No Brasil, com a quantidade de escolas que temos e que são compostas por tantos gestores diferentes, o tema e a causa LGBT+ vêm ganhando força aos poucos. O alarmante é quando analisamos o sistema de franchising. Muitas redes franqueadoras, ligadas à educação, por estarem inseridas em um sistema mais tradicional, predominantemente comandado por homens, e etc, seguem um padrão de ensino e esquecem de debater assuntos como a desconstrução de gênero e praticar essa desconstrução no dia a dia. Não é papel apenas das escolas letivas e Universidades. Cursos de inglês, profissionalizantes e etc, devem e precisam se posicionar nessas frentes", explica Leiza Oliveira, CEO de 70 escolas de inglês, Minds English School.
Para promover o engajamento de crianças e jovens no tema, as redes educacionais podem começar com a roda de conversa, alterando a forma como o conteúdo é passado. Isso é, estruturalmente colocar os alunos e professores no formato de círculo para que um possa olhar o outro. Outra tática, utilizada pela Minds Idiomas, é o treinamento dos docentes para que possam oferecer conforto e o direcionamento aos estudantes que não se identificam com o seu gênero.
"As crianças são responsáveis por desconstruir e promover a diversidade no seu dia a dia, mas sem um direcionamento não há como elas entenderem", explica Augusto Jimenez, psicólogo e gestor educacional da Minds. Na rede de escolas, Augusto implementou três pilares para debater o tema e erradicar o preconceito. Desenvolveu esse "roteiro" para que as 70 escolas de todo o país conseguissem aplicar ações similares. Já que envolve as 5 regiões do Brasil.
Os três pilares são: Mídia, Educação e Legislação.
Desde Julho de 2017, Augusto incluiu os debates, todos em inglês, sobre o papel da mídia, educação e legislação na desconstrução de gênero. Além disso, criou alguns pressupostos nos cargos de liderança e benefícios aos funcionários(a) da rede de educacional Minds
- 30% das vagas de liderança devem ser ocupadas por mulheres;
- Desses 30 %, 15% devem ser negras;
- As pessoas LGBTQ são ouvidas e qualquer sinal de bullying, nas escolas, é erradicado;
- Maternidade e profissão coexistem. As colaboradoras, em algumas escolas da Minds, tem toda a estrutura para amamentação e etc.
"O Brasil é o país que mais mata LGBTs no mundo. Nós, como uma rede de educação, não podemos fechar os olhos para isso. O mínimo que podemos fazer é debater o assunto. Os alunos aprendem inglês, mas mais do que isso, aprendem a serem cidadãos e promover a diversidade. O estudante pratica o idioma com assuntos que realmente o cercam", explica o psicólogo Augusto Jimenez, da Minds Idiomas.
Na roda de conversas são debatidos assuntos como: a inserção de pessoas transexuais no mercado de trabalho, se a questão de gênero ainda sobrepõe a questão de raça, intersexualidade e outros marcadores sociais. "Acho que um ponto importante nesses debates, além da consciência que esse aluno adquiri, é pensar e discutir em inglês. Falar uma língua, sem ser a materna, não precisa ser algo mecânico e sem conteúdo social", frisa a CEO Leiza Oliveira.
"É fato que o ser humano profissional e pessoal se interligaram com as redes sociais e demais plataformas eletrônicas. Logo, checar a nossa forma de viver individual e debater temas como desconstrução de gênero, oportunidades empregatícias dadas a negros e mulheres no país, entre outros, nos farão crescer como indivíduo e também no futuro do trabalho. O emprego, produtividade e como nos relacionamos com o outro são reflexos da escola. Porque a escola é a base, e isso parece ser óbvio, mas na prática nem sempre é. Vamos nos juntar e fazer um sociedade igualitária", finaliza Augusto Jimenez, psicólogo da Minds Idiomas.