São Paulo de Fato - As principais notícias do Brasil e do Mundo

Quarta-feira, 29 de Abril de 2026
King Pizzaria & Choperia
King Pizzaria & Choperia

Túnel do Tempo

Quando a regravação de uma música supera o original

Hoje, quem a ouve não imagina que o original seja de João Bosco e Aldir Blanc

Redação
Por Redação
Quando a regravação de uma música supera o original
Divulgação
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

 

 

Barry White
 Existem regravações de músicas que superam as originais. Ficam com mais "molho". Em 1969, Jorge Benjor (na época Jorge Ben) compôs "Que Pena", em ritmo de samba, bem acelerado. Naquele mesmo ano, Gal Costa colocou esse hit num disco em que estava gravando. Ao violão, Caetano Veloso, numa batida leve, estilo rock. A versão dela ficou marcada para sempre, inclusive por causa do solo de violão, feito por Caetano no ínicio dessa obra-prima. 

Leia Também:

 
No ano de 1971, Gal Costa resolveu gravar um compacto duplo (disco pequeno com duas faixas de cada lado) e insere "Sua Estupidez", autoria de Roberto Carlos. Ela é acompanhada só por violão. Entrou para a história da MPB. No final, ela dá uma pausa ("Mas sua estupidez/ não lhe deixa ver/ que eu te amo...tanto"), inexistente na gravação de Roberto Carlos e termina. 
 
O mesmo ocorreu em 1979, quando Elis Regina grava o "O Bêbado e a Equilibrista", da dupla João Bosco e Aldir Blanc. Elis interpreta a letra, colocando bastante emoção e o grupo de músicos que a acompanha responde à altura. O violão de Hélio Delmiro praticamente "fala" durante o andamento da composição. Hoje, quem a ouve não imagina que o original seja de João Bosco e Aldir Blanc.
 
A musa da Soul Music, Aretha Franklin, ao regravar "Bridge Over Trouble Water",  em 1971, também deu outra roupagem ao hit que Elvis Presley e a dupla Simon e Garfunkel já tinham gravado. Ouvir Aretha cantando é entrar em outra dimensão. Por seu grande domínio vocal, consegue subir e descer várias oitavas, colocando um calor que não existia na interpretação, tanto de Elvis, quanto de Simon e Garfunkel. Não é à toa que Aretha Franklin ganhou o título de melhor voz feminina de todos os tempos. 
Elis Regina
Em 1977, o cantor norte-americano Billy Joel ganhou o Grammy com a excelente música "Just The Way You Are". No ano seguinte, Barry White regrava e coloca seu vozeirão nessa composição. Ao contrário de Billy Joel, ele começa declarando os versos iniciais da música: "I need take anything for granted ( eu nunca deixo de valorizar as coisas)/ only a fool maybe take things for granted (só os tolos talvez o façam)/ just because it´s here today, it can be gone tomorrow (só porque está aqui hoje, poderá ter ido amanhã)/ and I guess that´s why (e acho que é por isso)/ why I "chewd" you so much because you (por isso que eu te considero tanto, porque você)/ you haven´t changed (você não mudou).." Até hoje muitos imaginam que "Just The Way Your Are" é gravação única de Barry White, esquecendo de Billy Joel. Esses exemplos mostram que uma regravação pode melhorar, e muito, uma música. 
Gal Costa


 
1
 
 "Que Pena" com Gal Costa e Caetano Veloso 
 
 Aretha Franklin e linda "Bridge Over Trouble Water"
 
FONTE/CRÉDITOS: Luís Alberto Alves/Hourpress
Comentários:
King Pizzaria & Choperia
King Pizzaria & Choperia
King Pizzaria & Choperia
King Pizzaria & Choperia

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!