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Quinta-feira, 07 de Maio de 2026
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Histórinhas em Quadrinhos

MUNDO DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS Apresenta...

HQs EUROPÉIAS: UMA HISTÓRIA DE LUTA E GLÓRIA! (Primeira Parte)

Redação
Por Redação
MUNDO DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS Apresenta...
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Imagens

  Se você é autor de HQs e anda meio desanimado

com as possibilidades que o mercado
 nacional lhe oferece, imagine-se  vivendo 
numa Europa em guerra onde

facistas e as tropas de Hitler

Leia Também:

manipulavam o mundo e proibia a publicação

de HQs.  No mundo o caos imperava e as

casas editoriais europeias

de quadrinhos estavam fadadas a desaparecer.

 

Pois é, amigo leitor, se aqui no Brasil a coisa

está ruim, dá  para imaginar como seria 
a sua situação se você estivesse

morando lá na Europa, mais

precisamente, na Itália, naquele tempo.

 

Há um velho ditado que diz: "Se a vida se

apresentar azeda, como um limão, seja 
otimista e faça com dela uma boa limonada".

Foi exatamente isso o que os editores e

desenhistas europeus fizeram ante um
 mercado que estava prestes a sucumbir.

Foi assim que eles deram início a uma

desacreditada produção nacional, até

então insípida.

 

Leia a matéria a seguir e tire proveito dela,

que apresenta  um exemplo de luta,

de garra e de perseverança.

Nada é impossível quando se deseja

ardentemente uma coisa.

Erga a cabeça e vá á luta!

A batalha deve continuar. Boa leitura!



LUTA E GLÓRIA!

1915 - A Itália estava em guerra, pela primeira vez.

O sargento Silvio Uderzo, nascido numa vila italiana,

que ficava no nordeste da Itália, exatamente a
 cinqüenta quilômetros de Veneza, chamada 
La Spenzia, na Ligurie  (Liguria), comandava 
seus homens.

O premier italiano, em pânico, convocou mulheres

e crianças para essa região que estava sendo invadida

pelos inimigos facistas. 
Entre os civis convocados estava uma jovem chamada
 Iria Crestini, de origem toscana.

Em La Spenzia ela conheceu o então militar

Silvio Uderzo e acabaram se casando e
 constituindo família.

 

Liguria

Itália
Porém, ante o poderio bélico do inimigo a região

precisou ser evacuada.

Silvio e sua jovem esposa desesperadamente foram

em direção das colinas em busca de refúgio.

Viveram ainda por algum tempo na Itália, onde

nasceram Uderzo, Bruno, Marcel, Rina e Jeanne.

Depois migraram para a França.

 

Entre junho de 1940 e 1944 o território francês

também foi invadido pelas tropas alemãs, provocando

um êxodo dramático de sua população que vivia

no norte para o sul daquele país.

Durante a Segunda Grande Guerra Mundial as tropas

de Adolf Hitler, seguindo seu plano de expansão

invadiram os principais países da Europa.

O líder alemão, um ditador de origem austríaca,

se aliou a Mussolini, um ditador facista italiano,

que determinou, de imediato, a proibição de

qualquer forma de divulgação das ideologias do

imperialismo  americano.

 
 

Benito Mussolini

Nas emissoras de rádio, daquele país,

as músicas americanas eram proibidas. Teatros, jornais, livros

 e até as histórias

em quadrinhos Made in America, segundo Mussolini,

poderiam ser usadas como veículos para implantar

na mente do povo europeu a 
ideologia capitalista ianque.

 

Mussolini exigiu que fosse proibido, em seu país,

qualquer manifestação da ideologia alienígena

por meio de qualquer veículo de comunicação,

como: rádio, cinema, teatro ou através da imprensa.

Assim, os personagens de HQs produzidos na América, que

 faziam um grande sucesso naquele país,

deixaram de ser publicados.

Os editores entraram em pânico.

Personagens criados na América, como: 
Tarzan, Mickey, Pato Donald, Popeye,
Tarzan e muitos heróis do velho Oeste,

de grande aceitação popular, precisavam ser

substituídos, de imediato. 
Caso contrário, as editoras

locais estavam fadadas a sucumbir.

 

Enquanto alguns editores simplesmente 
abandonavam o ramo, outros que desejavam 
continuar publicando os fumettis (Quadrinhos) 
tentavam encontrar uma saída desesperadamente.

Caso as editoras fechassem muita gente ficaria

desempregada, como: artistas, escritores, gráficos, papeleiros, etc, 

 provocando ainda mais miséria e fome, naquele tempo de guerra.


A produção nacional italiana, até então

era insignificante. As HQs produzidas na América

dominavam aquele mercado e gozavam de boa

resposta do público leitor.

Qual era a saída? - pensavam todos.

 

De repente, alguém teve uma ideia genial, 
mas arriscada: Criar produtos similares aos
 mais populares comics americanos, 
visando não perder seus fiéis leitores.

Escritores e desenhistas italianos foram 
convocados às pressas.

Era preciso salvar as editoras daquele país e, 
quem sabe, criar uma linha de produção nacional.

Porém, dúvidas pairavam no ar: Como reagiriam 
os leitores italianos ante esses novos

lançamentos de produtos 
similares aos americanos?

Haveria rejeição? Autores e editores seriam

considerados meros plagiadores?

As vendas se sustentariam?

Só havia um jeito de obter essas respostas:

Colocar os novos materiais nos pontos de venda.

Não havia outra alternativa.

Assim, teve início a primeira manifestação nacional

visando a produção de material italiano, num país

que jamais teve tradição de produzir histórias em quadrinhos.


Tal atitude descortinou um grande número de novas

oportunidades aos autores nacionais que, antes disso,

viviam apenas de cartuns e ilustrações de revistas

para campanhas publicitárias.

Um novo mundo surgia e com grande possibilidade

de gerar novos empregos.

De imediato começou a produção
 nacional e uma

centena de produtos similares 
aos importados, de fato,

foram criados e lançados no mercado.

Nem todos os novos títulos emplacaram 
muitos acabaram sendo cancelados. 


No entanto, alguns deles vingaram, caíram 
no gosto popular. Em meio a essa 
avalanche de novos produtos Made In

Italy surgiu Akim (revista publicada no Brasil 
pela extinta editora Noblet). Akim era uma 
serie semanal desenhada

pelo italiano Pedrazza, que apresentava um 
personagem na mesma linha de Tarzan, 
o Rei dos Macacos, criado pelo escritor americano 
Edgard Rice Burroughs. 

Tarzan tinha uma grande aceitação entre os

leitores italianos, tanto quanto tinha no

cinema e nos livros escritos

por Burroughs. Nas telonas o herói das selvas foi

interpretado

por vários atores, porém dentre estes um ganhou

notoriedade: Johnny Weismuller, ex-atleta olímpico.

Foi assim que  Weismiller, vivendo o papel do

menino branco, filho de um nobre inglês,

que fora criado entre os macacos, foi considerado

pela crítica e pelo público como a mais perfeita

interpretação de Tarzan.

Tamanho foi o sucesso deste personagem, que uma

centena de filmes, séries de TVs e gibis foram lançados

em todo mundo, nos últimos anos.

Com a morte do autor, aos poucos, Tarzan foi caindo

no esquecimento, saindo da mídia.

Nos últimos anos Tarzan foi ressuscitado pelos estúdios Disney,

em forma de desenho animado e obteve um estrondoso sucesso.

 

DE VOLTA À EUROPA...


Diante do sucesso de Akim e de outros

produtos similares as HQs CONTINUA...

Por: Tony Fernandes\Redação\Pegasus Studios
americanas, obtido pelos editores italianos,

na França uma legião de autores e editores também

se animaram e decidiram seguir o exemplo da Itália

e adotaram, também, o caminho da nacionalização.

 

CONTINUA...

 

 

 

 

 

 

FONTE/CRÉDITOS: Tony Fernandes\Redação\Pegasus Studios
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