O MBL desistiu oficialmente da manifestação que faria no dia 04/06 em todo Brasil, na qual protestaria contra a cassação do ex-procurador, Deltan Dallagnol, e também contra o governo Lula. Seria a volta do movimento à condição de luta contra esquerda, uma vez que o grupo se uniu com os esquerdistas durante quatro anos para derrubar Jair Bolsonaro. O próprio líder, Kim Kataguiri, disse que a união iria até o ex-presidente cair.
Na nota em que anuncia a não realização do ato contra Lula, o Movimento Brasil Livre colocou a culpa no bolsonarismo e afirmou que os apoiadores do ex-presidente estão com medo do STF, fato bem justificável caso seja verdade. Isso posto, também é importante dizer que os liderados de Kim estão bebendo do próprio veneno e colhendo aquilo que plantaram em 2022, quando sabiam que estavam entregando o país novamente nas mãos do PT. Para eles seria bom, pois acreditavam que voltariam como principal fonte de oposição e teriam o protagonismo perdido durante os 4 anos de Bolsonaro. Erro de cálculo.
O acontecido também mostra a força de Bolsonaro em relação a colocar e fazer oposição ao PT nas ruas, coisa que parece que o MBL perdeu totalmente. Aparentemente não há direita no Brasil sem as bandeiras e o peso do nome do ex-presidente. O abandono do MBL ao bolsonarismo em 2022 deve custar tão caro ao ponto de Lula navegar em águas tranquilas até Bolsonaro resolver inflamar o debate.
Lembro-me de Arthur do Val mandando um "chupa" para os apoiadores do ex-presidente logo após a vitória de Lula. Hoje, a pauta desses é exatamente a mesma daquela de 58 milhões de pessoas. A conclusão é de que realmente tudo foi uma estratégia por protagonismo e poder, mas parece ter dado bem errado.
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