A segunda tentativa de Lula de comunicação direta com o público teve novamente uma audiência baixa e não empolgou tanta gente. O "Conversa com o Presidente", apresentado pelo jornalista Marcos Uchoa, pouco alcançou pessoas e ainda trouxe muitos questionamentos sobre a falada simplicidade de Lula. Realizada ao ar livre no Palácio do Alvorada, a transmissão aconteceu com toda estrutura da EBC ( Empresa Brasileira de Comunicação).
Alguns pontos da live de Lula devem ser analisados antes mesmo de entrarmos no conteúdo da entrevista. O primeiro deles é que nitidamente o presidente faz a transmissão por questões de populismo, diferente de Bolsonaro, que usava suas redes para passar informações que a mídia por muitas vezes preferia omitir. Talvez esteja aí a grande diferença de audiência. O petista usa uma estrutura absolutamente profissional, incluindo jornalista para conduzir a entrevista, além de equipe de apoio. Isso talvez por medo de falar algo que possa não "pegar bem".
Ao contrário de toda profissionalização usada por Lula, Bolsonaro aparecia de roupa comum, com um celular e um tripé, conversando de forma direta com o público. O papo era diferente, a intenção e a forma também eram mais simples. Por intenção ou não, mas o fato é simplesmente o fato. Concluímos que até em sua comunicação, Lula usa a máquina para tentar ganhar vantagem política.
Sobre o conteúdo, pouco a acrescentar. Lula vive de narrativas de salvador do mundo e da natureza. Prometeu desmatamento zero até 2030 e disse que vai cobrar a verba oferecida por países desenvolvidos para cuidar dos povos que vivem em regiões que não conseguem desenvolvimento. Além disso, aproveitou o momento para criticar Bolsonaro, sua aparente grande razão de viver, e finalizou dizendo que participará de ação em prol do meio ambiente na França.
Enquanto Lula não parar de querer imitar tudo que Bolsonaro fazia, sua imagem continuará riscada e sem popularidade nas redes. O dia 22, após o julgamento de Bolsonaro, será o mais importante, pois definirá os rumos do governo.
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