Pouca gente talvez tenha percebido, mas mal acabamos um processo eleitoral e já começamos outro. Em 2024, as eleições municipais, sobretudo em São Paulo, serão a repetição do que houve em 2022, ou seja, polarização e candidatos que se colocarão nos extremos. De um lado, Boulos, o PT e Lula. Do outro, Salles, Bolsonaro e o bolsonarismo. A chance de uma terceira via nesse contexto é quase nenhuma.
Do lado da esquerda, que não deve ter a candidatura do PT, Boulos deve assumir a cabeça da chapa e larga como favorito, visto seu bom desempenho em 2020 e o apoio de Lula, vencedor na capital no confronto contra Bolsonaro. Além disso, o líder do MTST conta com a rejeição criada por João Dória a Jair Bolsonaro em relação à vacina e, também, ao isolamento. Nesse prisma, é bastante grande o favoritismo de Boulos.
Sabendo de todo jogo ao seu favor, Boulos já trabalha para alinhar sua candidatura ao discurso. Como não sabe a real sobre a candidatura que virá do Bolsonarismo, o psolista trabalha firme para desgastar a imagem do atual prefeito, Ricardo Nunes, do MDB. Para isso, usa as redes sociais, e casos que estão dando IBOPE para sua causa. O último ataque de Boulos foi a respeito da população em situação de rua.
O possível candidato faz certo, pois diante as indecisões da direita na capital paulista e tendo o caminho livre, mostrar tudo de ruim que está acontecendo nos últimos quatro anos, parece ser algo viável e assertivo. Assim, o bolsonarismo precisa definir seu candidato de forma urgente. Caso contrário, Boulos vai nadar de braçada e será eleito com os dois pés nas costas.
Comentários: