Quando se pensava em fidelidade no casamento, Carminha era exemplo de grande esposa. Linda, mesmo após 30 anos de casada e 50 de idade, muita adolescente não tinha cacife para comparar com sua beleza física e espiritual.
Quando passava na rua para comprar doces ou pães na confeitaria Di Cunto, na Mooca, Zona leste SP, os homens não resistiam ao seu charme. Impossível não olhar para aquela loira, de olhos azuis, com 1,60 metro de sensualidade que fazia qualquer um tremer nas bases.
Porém, essas qualidades não a dificultavam de se manter fiel a Edvaldo, baixinho, calvo, barrigudo e sempre sujo da graxa dos carros que consertavam em sua oficina, há mais de 25 na Rua dos Trilhos, distante poucos metros do prédio da Imprensa Oficial do Estado.
Veneno
Dois filhos na faixa dos 20 anos de idade e vida estabilizada. Soube aproveitar o dinheiro da herança deixada pelos pais, fazendeiros e grandes criadores de gado em Goiás. Como não tinha jeito para mexer com esse tipo de negócio, vendeu tudo e colocou o dinheiro para render juros no banco e ficou na sombra.
Nunca pensou em trair Edvaldo. Sempre recebia cantada. Mas recusava. Amava muito o esposo. Nunca imaginou fazer sexo com outra pessoa, a troco de dinheiro ou presente caro. Mas não resistiu ao charme do gerente do bando que administrava suas finanças.
Marcou encontro com ele e foram transar num motel próximo de Jundiaí. Distante da casa de ambos. Escolheu uma lingerie bem sexy para experimentar o veneno da traição. Na entrada do motel, o porteiro pediu os documentos do casal e foi surpreendida por amigo do seu esposo e freguês da oficina.
”Dona Carminha! Até a senhora pula a cerca”! De repente desapareceu o encanto que havia reservado para aquele momento, com Jorge, o gerente do banco que a seduziu. Mas se tornou realidade as Palavras de Jesus: ”nada existe de oculto que nunca seja revelado”....
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