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Quinta-feira, 24 de Setembro 2026
Saúde

Urologia: Quais os riscos do uso de anabolizantes?

Médico explica os riscos por trás desse hormônio sintético

Redação
Por Redação
Urologia: Quais os riscos do uso de anabolizantes?
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Segundo uma pesquisa realizada pelo Vigitel, do Ministério da Saúde, a musculação é a segunda atividade física mais realizada no Brasil. Entre os motivos encontram-se a procura por uma qualidade de vida melhor e um corpo esteticamente mais bonito. 

Em especial, muitos homens buscam ficar dentro dos padrões de beleza da atualidade. No entanto, por meio dessa atividade o resultado pode demorar mais do que o esperado, fazendo com que procurem esteroides anabolizantes. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, um em cada 16 estudantes já utilizaram tal substância. 

“Apesar de trazerem uma solução rápida e aparentemente eficaz, as consequências podem ser graves a longo prazo. Inclusive, independente de serem compostos por testosterona, podem trazer efeitos contrários ao esperado de um hormônio masculino, como o crescimento de mamas, diminuição dos testículos e até causar dificuldades para ter relações sexuais, que mesmo não sendo permanentes, podem demorar mais de um ano para desaparecerem”, explica o Dr. Marcos Dall’Oglio, Urologista e Professor Livre-Docente da Faculdade de Medicina da USP. 

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Inicialmente, os anabolizantes foram desenvolvidos para tratar doenças que atingem os homens, mas quando pessoas saudáveis começaram a usá-lo se tornou uma droga perigosa, capaz de mexer com toda a estrutura corpo, seja ela hormonal ou física. 

Além disso, o uso dessa substância pode causar disfunção erétil e infertilidade, isso porque os testículos precisam receber um comando da hipófise, conhecida como glândula-mestra, para produzir testosterona. Contudo, quando o corpo recebe uma quantidade superior ao que estava acostumado, a glândula pára de mandar esse comando e assim interrompe a produção natural do hormônio masculino pelos testículos, podendo levar a infertilidade e disfunção erétil. 

Os riscos não param no sistema reprodutivo masculino, eles podem afetar todo o organismo do indivíduo, como aumento de acnes, surgimento de calvície, problemas no fígado, retenção de líquido e até mesmo mudanças comportamentais, como, por exemplo, agressividade. 

O doutor Marcos Dall’Oglio ressalta e finaliza explicando que esse tipo de substância só pode ser usado seguindo a prescrição médica e com acompanhamento de um especialista, que está capacitado para definir a dose correta, analisar as contraindicações e intervalos, pensando no bem-estar do homem, de maneira personalizada.

 

FONTE/CRÉDITOS: Dr. Marcos Dall'Oglio Possui graduação em Medicina pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1993) e doutorado em Medicina (Urologia) pela Universidade Federal de São Paulo (2000).

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