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Sábado, 26 de Setembro 2026
Saúde

Setembro Amarelo: como cuidar da saúde mental na terceira idade?

Pessoas entre 60 e 64 anos são as mais afetadas pela depressão no País

Redação
Por Redação
Setembro Amarelo: como cuidar da saúde mental na terceira idade?
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Assunto que ganhou muita visibilidade na última década, a saúde mental é pauta de diversas discussões que habitam desde o ambiente corporativo até as redes sociais. Porém, é perceptível o foco majoritário nos jovens, quando falamos de doenças psicológicas, como a depressão e a ansiedade. Isto porque as associamos às fases ativas, cheias de insegurança e questionamentos, como se a maturidade extinguisse essas características da personalidade de todos os indivíduos.

A verdade é que a terceira idade é uma fase que contém novidades como qualquer outra, mas os parentes e outras pessoas jovens próximas dos idosos podem não saber lidar direito com ela. A depressão nessa idade, por exemplo, pode se manifestar de maneira diferente da usual tristeza, falta de motivação etc., "muitas vezes o aumento de dores físicas e a perda de memória são resultantes de uma doença psicológica", explica Marco Maximino , psicólogo membro da plataforma Doctoralia (http://www.doctoralia.com.br).

Segundo levantamento feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2019, pessoas entre 60 e 64 anos são as mais afetadas pela depressão no País, representando 11,1% dentre os 11,2 milhões de brasileiros diagnosticados com a doença.

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Outro ponto de atenção quando se toca no assunto com os mais idosos é a questão geracional. "Há algumas décadas, as doenças psicológicas eram vistas como ‘frescura’, ‘falta do que fazer’, principalmente por pessoas que cresceram em um ambiente atarefado, trabalhando desde cedo ou que constituíram família ainda muito jovens, o que era comum há 25, 30 anos", disse o especialista.

Assim, a dica de Maximino é que os mais jovens ao redor tentem dialogar e explicar para as pessoas que estão envelhecendo a importância de exercitar o corpo e a mente. "Estimular uma alimentação saudável, por exemplo, é um passo importante para que os idosos tenham mais qualidade de vida. Pessoas que fazem algum tipo de acompanhamento psicoterapêutico também podem compartilhar suas experiências de maneira a exemplificar os benefícios que têm tido a partir delas".

Além disso, é preciso lembrar que os tempos mudaram e os mais velhos também podem e devem estar antenados. "Incluí-los nas atividades digitais, apresentar conteúdos que possam os interessar em canais da internet, auxiliá-los e incentivá-los na interação com tecnologias as quais não estão habituados, pode ser uma grande ajuda para dispersar sentimentos de solidão ou até mesmo de obsolescência, sem contar que é uma ótima maneira de aproximar as gerações", finalizou o psicólogo.
FONTE/CRÉDITOS: Hourpress

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