Com 31,01% dos votos válidos, Sebastião Melo (MDB) avançou em relação ao que apontavam as pesquisas de intenção de votos em Porto Alegre e garantiu seu lugar na disputa contra Manuela D'Ávila (PCdoB), que teve 29% dos votos. Na terceira posição, ficou o atual prefeito, Nelson Marchezan Junior (PSDB), com 21,07% dos votos válidos. O resultado saiu pouco antes das 23h em razão do atraso na totalização dos votos no Tribunal Superior Eleitoral.
Melo foi o mais votado em dez zonas eleitoras da cidade, enquanto Manuela levou as outras seis. O emedebista ficou com os bairros do norte e do sul, e a adversária, os das áreas centrais.
Nessa eleição atípica, realizada em meio a uma pandemia, Porto Alegre teve uma abstenção expressiva, de 33,08% (358.217 votos) – em 2016, o índice ficou em 22,51% no primeiro turno. Em sua fala logo após a conclusão da apuração dos votos, Manuela comentou sobre a decisão dos porto-alegrenses que não compareceram às urnas. "A maior escolha dos porto-alegrenses foi não votar. Nós acreditamos que esse também é um debate a ser feito. É importante entender por qual razão a maior escolha da cidade foi não votar por um prefeito", destacou. A candidata afirmou que planeja procurar Fernanda Melchionna (PSOL) e Juliana Brizola (PDT) para compor aliança para o segundo turno.
Já no seu pronunciamento, Melo, que ganhou o apoio de José Fortunati (PTB) após sua renúncia na última semana de campanha, aproveitou para comparar trajetórias e fazer promessas. "Vamos ver quem tem experiência para erguer essa cidade em momento de crise", disse, comentando ainda que, se eleito, não aumentará impostos, cancelará todos os aumentos de IPTU e reabrirá todas as atividades econômicas.
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