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A Câmara dos Deputados realizou nesta quinta, 11, a audiência pública para tratar da censura ocorrida no Brasil nos últimos anos e de como isso poderia ser ainda mais amplo caso ocorra a aprovação do PL das Fake News. Falou na comissão a influenciadora Bárbara, do canal "Te Atualizei", que relatou sobre o que vem sofrendo e contou um pouco de sua opinião a respeito do risco que corre a democracia brasileira.
A influenciadora começou relatando que o processo de censura no Brasil começou em 2019, quando a revista Crusoé, pertencente ao site O Antagonista, divulgou uma reportagem na qual tratava do " Amigo do amigo do meu pai" como sendo o codinome do ministro do STF, Dias Toffoli. À época a publicação foi retirada do ar por decisão judicial e gerou ainda multa de 100 mil reais por dia caso não fosse cumprida. "Isso começou muito antes, galera", relembrou Bárbara.
Ainda em sua retrospectiva, Bárbara lembrou que muitos influenciadores de esquerda eram contra o dito PL da Censura, mas que por questões ideológicas e de acordos, mudaram de ideia. Ela inclusive mostrou um áudio de um famoso apoiador do PT nas redes sociais, que mostrava sua insatisfação com o projeto, em uma reunião com a presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann.
Bárbara também mostrou indignação com as comparações feitas quando se tratam dos apoiadores do ex-presidente, Jair Bolsonaro, que são chamados nas redes sociais de nazistas, mesmo sem nenhum deles ter cometido algum crime que se assemelhe às terríveis práticas cometidas pelo grupo comandando por Hitler na segunda guerra mundial. Mostrando uma das fotos registradas na época do massacre, a influenciadora disse: " Isso aqui é nazismo (...) parem de minimizar o que aconteceu", bradou a mulher que também é investigada no inquérito das fake news, o qual também reclama o fato de não ter sido tratada com os trâmites legais.
Bárbara é influenciadora e possui milhares de seguidores nas redes sociais. Com vídeos didáticos e informativos, conseguiu atingir seu público com pouco mais de três anos de canal. Apoiadora do ex-presidente Bolsonaro, ela também relata que sua posição ideológica pode ter sido, para a justiça e no momento que o Brasil vive, um dos motivos pelos quais vem, segundo sua descrição, sendo perseguida.