Ao tom agudo e solitário do surdo em luto, o samba e o cenário do Carnaval despedem-se de Roberto Moreira, o Maestro Neno, “O Mala”. Deixa saudades e um grande legado.
Ainda garoto Neno começou na bateria mirim da Mocidade Alegre lá no início da década de 1970 e logo se destacou. Pouco depois, tornou-se ritmista do Camisa Verde e Branco. Neno vem de uma família de Bambas, com tradição nas escolas de samba de SP. Também era compositor e foi músico de artistas como Bezerra da Silva. Foi mestre de bateria do Camisa Verde e Branco entre 1990 e 2005, depois de 2008 a 2009. Um célebre musicista que introduziu o chamado "apagão", aqueles breques (pausas) lindos que a baterias fazem na Avenida.
Aos 60 anos, Neno sofreu um infarto na madrugada de domingo, dia 2. Durante o velório na quadra da Camisa 12, o baluarte Fernando Penteado (Vai Vai e Embaixada do Samba Paulistano) disse emocionado “A verdade é que estamos indo embora. É mais um sambista que se foi sem se despedir e sem peça de reposição”. Há quase um mês o carnavalesco e jornalista Brás Pereira também faleceu repentinamente e uma semana depois do Carnaval.
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