O cinema está completando 125 anos de existência e devemos os seus primórdios a genialidade de Charles Spencer Chaplin, que trouxe às telas cinematográficas do mundo a irreverência do humor inocente e a dramaticidade do cotidiano, denunciando o caos social e econômico no inicio do Século passado pós 1ª Guerra Mundial e crise de 1929.
Com o cinema e a chegada da televisão, a chamada 7ª Arte evoluiu do mudo ao falado, da ação ao humor e do drama ao romance. Aqui no Brasil, a indústria cinematográfica tem seu crescimento com as produções das chanchadas das décadas de 1940 e 1950, seguindo sua trajetória pelos Estúdios Vera Cruz nos brindando em talentos com Oscarito, Grande Otelo e Mazaroppi, e revelando no cinema novo nacional os incríveis cineastas Glauber Rocha, Ruy Guerra e Nelson Pereira dos Santos.
Com a chegada da televisão, grandes ícones do rádio vão parar nas telinhas dos lares brasileiros, e como o humor faz parte do nosso escrachado DNA, revelamos inúmeros talentos, dentre os quais...a genialidade de Chico Anisio, que fez escola através de centenas de seus personagens.
Após a era de Chico Anisio, Jô Soares, Ronald Golias, Otelo e programas como "Trapalhões" e "A Praça é nossa" eu particularmente acredito que o humorista Tom Cavalcante foi quem encerrou este conceito de humor...do mambembe ao teatral. O fim desta era nos traz o modelo de humor voltado para o Stand Up, na melhor expressão monóloga da comédia, onde revelamos nesses tempos grandes talentos humorísticos. E o grande ícone desta nova geração foi o Ator e humorista Paulo Gustavo, que nos deixou após 2 meses de luta pela sobrevivência. Eu assistia tudo que ele produzia..desde a trilogia do filme "Minha mãe é uma peça" passando por "Todos os homens são de Marte", além de hilariantes seriados e imperdiveis stand ups. Hoje o humor teve que dar espaço ao drama para lamentarmos a despedida precoce deste grande humorista.
Sua interpretação como a personagem "Dona Hermínia é algo tão surreal que temos a impressão que a personagem exista...tenha vida. E de fato a "Hermínia" realmente possuía vida e personalidade através da criação de seu estereótipo baseado na personalidade de sua mãe biológica. Em tempos difíceis perdemos quem nos trouxe alegria e descontração e deve estar fazendo até o Cristo rir de suas conversas humoradas e de rápido raciocínio.
Descanse em Paz...
Paulo Gustavo.
Por: Walmir Bardo
Comentários: