O anúncio do governador paulista ocorre poucas horas após o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmar que a terceira dose da vacina contra o coronavírus começará a ser aplicada em pessoas com mais de 70 anos e em imunossuprimidos a partir do dia 15 de setembro.
Estudos têm apontado a necessidade da terceira dose para ampliar a imunidade diante de novas variantes do vírus. Algumas delas, como a delta, podem até tornar a imunidade de rebanho impossível, segundo cientistas.
De acordo com o Doria, no estado de São Paulo, 900 mil pessoas devem receber a terceira dose de imunização.
A dose de reforço será aplicada a todos com mais de 60 anos, independentemente do imunizante que receberam na primeira ou na segunda aplicação.
"Todos devem receber a imunização adicional, o reforço não é para um imunizante específico. O que os dados mostram é que a variante delta é mais resistente e a proteção contra ela só é maior após a teceira dose para qualquer tipo de vacina”, disse João Gabbardo, coordenador do comitê científico de São Paulo.
O governo paulista não informou quando deve iniciar a aplicação da dose de reforço em outros grupos mais vulneráveis à doença, como os imunossuprimidos. Segundo o secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn, a pasta está estudando a inclusão dessas pessoas e deve anunciar o cronograma nos próximos dias.
“Essa cepa tem como característica a maior capacidade de disseminação e sabemos que, após algum tempo da vacinação, a resposta imunológica começa a cair. Sabendo dessa tendência de queda nos anticorpos de proteção, temos a responsabilidade de proteger essa população mais vulnerável", disse Gorinchtey.
Mais cedo, Doria havia afirmado que o comitê científico de seu governo decidiria nesta quinta sobre a aplicação de terceira dose no estado. O tema vinha sendo debatido entre especialistas que o auxiliam no combate à Covid.
Recentemente houve aumento dos casos e mortes de idosos que já receberam as duas doses no país, e que hoje já representam a maioria dos internados em UTIs de Covid em hospitais privados e da rede pública na capital paulista.
O incremento nas internações de pessoas mais velhas já é notado em São Paulo e no Rio de Janeiro, que na última terça (24) registrou aumento de 73% de mortes de idosos vacinados.
Uma dose reforço dos imunizantes é defendida por especialistas para conter novas infecções e hospitalizações em pessoas mais vulneráveis, como os idosos ou imunossuprimidos, sem prejuízo para a a aplicação da segunda dose dos adultos com mais de 18 anos já vacinados com primeira dose no momento.
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