A Lotus e a Ferrari passaram por esta situação, nos anos de 1973 e 1974. Na Lotus com seus pilotos, o brasileiro Emerson Fittipaldi e Ronnie Peterson e na Ferrar,i com suíço Clay Regazzoni e o austríaco Niki Lauda. Ambas perderam o Mundial de Pilotos por causa de disputas internas entre seus pilotos. Por isto, apesar das críticas dos aficionados em 1978 e 1979, definiram, qual dos dois seus dois pilotos venceriam. Em 1978, a Lotus, apesar da volta do Ronnie Peterson, o sueco voador, oriundo da Tyrrell, ser notoriamente mais rápido, optou pelo ítalo americano Mario Andretti, por causa de seu contrato como primeiro piloto e em 1979 com o sul africano Jody Sheckter e o canadense Gilles Villeneuve, ocorreu algo igual. O Ing. Enzo Ferrari, em um acordo com o canadense falou, “Você é jovem, a partir do próximo ano, a Ferrari vai trabalhar para você vencer”.
Decisões assim, tomadas porque ambas perderam anteriormente, por causa de disputas internas.
Desta vez, chegou a vez da McLaren fazer algo parecido entre Lando Norris e o australiano Ocar Piastri. Decidir pelo inglês, diante do que aconteceu em Monza, na última etapa da temporada de 2024, se tivesse optado, pelo piloto melhor colocado no campeonato, poderia ter um resultado melhor no Grand Prix da Itália. O time de Woking, que sempre deixou que seus pilotos disputassem entre si, sem interferir. Hoje, em virtude de muitos interesses comerciais, até mesmo contratos com patrocinadores, poucos times têm privilégios deixarem que seus pilotos disputem entre si, como a Red Bull Racing e a Mercedes, fatos que muitas vezes empolgam o público da Formula 1.
Desta vez a McLaren, em virtude de sua evolução, nesta temporada, tem a possibilidade real de vencer o Mundial de Construtores, mas se quiser vencer também o Mundial de Pilotos, terá que decidir, pelo melhor colocado na disputa. Algo não muito simpático ao público da categoria, mas necessário.
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