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Fapesp: empresa brasileira desenvolve ventiladores pulmonares de baixo custo

Equipamentos poderão chegar ao mercado com preço até 25% menor que os disponíveis atualmente

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A empresa brasileira Setup Automação e Controle de Processos, situada em Campinas, desenvolveu dois protótipos de ventiladores pulmonares com custo menor do que os existentes no mercado. Os equipamentos estão sendo desenvolvidos por meio de um projeto apoiado pelo Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE).

O projeto foi um dos selecionados em um edital lançado pelo PIPE-FAPESP em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) em março de 2020, para apoiar o desenvolvimento de produtos, serviços ou processos criados por startups e pequenas empresas de base tecnológica no Estado de São Paulo, voltados ao combate da COVID-19.

“Conseguimos desenvolver os dois protótipos e, agora, estamos em negociação com duas empresas para colocá-los no mercado. A expectativa é que o acordo com uma delas seja fechado nas próximas semanas”, afirma William Robert Heinrich, um dos sócios da empresa.

Segundo Heinrich, os ventiladores poderão chegar ao mercado com custo até 25% mais baixo do que os disponíveis atualmente no país. Um dos fatores que permitiram essa redução foi a diminuição da dependência de componentes importados.

“Cerca de 70% dos componentes que estamos usando nesses ventiladores são nacionais”, afirma Heinrich.

Um dos ventiladores será voltado para emergências e outro modelo, mais robusto e com mais funcionalidades, para uso em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Os dois equipamentos serão fabricados em uma mesma plataforma de produção criada por engenheiros da empresa.

“A plataforma permite unificar as partes mecânica e pneumática dos equipamentos. A diferença entre eles está em um software que desenvolvemos”, explica Heinrich.

Além do custo, outros diferenciais competitivos dos ventiladores que estão sendo desenvolvidos pela empresa em comparação com os existentes no mercado são o nível de ruído emitido e o peso, com 16 quilos.

O projeto inicial dos engenheiros da empresa era usar bicos injetores de automóveis nos equipamentos, por terem um custo acessível e serem feitos nas chamadas salas limpas. Essa ideia, porém, foi abortada em razão do nível de ruído emitido por esses componentes.

“A solução que conseguimos dar para esse problema tornou nossos ventiladores um dos melhores no quesito emissão de ruído. Além disso, estarão entre os mais leves no mercado”, diz Heinrich.

Os equipamentos também têm bateria com autonomia para seis horas, o que permite o uso em hospitais mais remotos ou áreas de emergências como os hospitais de campanha. E, ainda, incorporam outras funcionalidades. No caso específico do produto voltado para as UTIs, que apresentam funcionalidades mais complexas, os ventiladores da Setup poderão atender ainda a uma antiga demanda dos médicos e enfermeiros: a simplificação de procedimentos.

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Redação SP de Fato
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Fapesp: empresa brasileira desenvolve ventiladores pulmonares de baixo custo

23/03/2021 16:30


A empresa brasileira Setup Automação e Controle de Processos, situada em Campinas, desenvolveu dois protótipos de ventiladores pulmonares com custo menor do que os existentes no mercado. Os equipamentos estão sendo desenvolvidos por meio de um projeto apoiado pelo Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE).

O projeto foi um dos selecionados em um edital lançado pelo PIPE-FAPESP em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) em março de 2020, para apoiar o desenvolvimento de produtos, serviços ou processos criados por startups e pequenas empresas de base tecnológica no Estado de São Paulo, voltados ao combate da COVID-19.

“Conseguimos desenvolver os dois protótipos e, agora, estamos em negociação com duas empresas para colocá-los no mercado. A expectativa é que o acordo com uma delas seja fechado nas próximas semanas”, afirma William Robert Heinrich, um dos sócios da empresa.

Segundo Heinrich, os ventiladores poderão chegar ao mercado com custo até 25% mais baixo do que os disponíveis atualmente no país. Um dos fatores que permitiram essa redução foi a diminuição da dependência de componentes importados.

“Cerca de 70% dos componentes que estamos usando nesses ventiladores são nacionais”, afirma Heinrich.

Um dos ventiladores será voltado para emergências e outro modelo, mais robusto e com mais funcionalidades, para uso em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Os dois equipamentos serão fabricados em uma mesma plataforma de produção criada por engenheiros da empresa.

“A plataforma permite unificar as partes mecânica e pneumática dos equipamentos. A diferença entre eles está em um software que desenvolvemos”, explica Heinrich.

Além do custo, outros diferenciais competitivos dos ventiladores que estão sendo desenvolvidos pela empresa em comparação com os existentes no mercado são o nível de ruído emitido e o peso, com 16 quilos.

O projeto inicial dos engenheiros da empresa era usar bicos injetores de automóveis nos equipamentos, por terem um custo acessível e serem feitos nas chamadas salas limpas. Essa ideia, porém, foi abortada em razão do nível de ruído emitido por esses componentes.

“A solução que conseguimos dar para esse problema tornou nossos ventiladores um dos melhores no quesito emissão de ruído. Além disso, estarão entre os mais leves no mercado”, diz Heinrich.

Os equipamentos também têm bateria com autonomia para seis horas, o que permite o uso em hospitais mais remotos ou áreas de emergências como os hospitais de campanha. E, ainda, incorporam outras funcionalidades. No caso específico do produto voltado para as UTIs, que apresentam funcionalidades mais complexas, os ventiladores da Setup poderão atender ainda a uma antiga demanda dos médicos e enfermeiros: a simplificação de procedimentos.

Fonte: Redação SP de Fato