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O VII Estudo Global sobre Tecnologia na Educação ouviu quase 43 mil professores da educação básica ao ensino superior em atividade no território nacional, de escolas públicas e privadas e, entre os principais objetivos, estão entender como, efetivamente, a tecnologia está sendo integrada à educação na prática. Além disso, o estudo pôde avaliar aspectos como o papel das TIC (tecnologias da informação e comunicação) nos centros educacionais, a profissão docente, os dispositivos mais usados em sala de aula e traçar um panorama geral sobre o uso da tecnologia na educação no país. O mesmo estudo foi aplicado na Espanha, México, Peru e Colômbia e, no comparativo com esses países, o Brasil é o que menos integra a tecnologia em sala de aula.
Com o apoio do Ministério da Educação, a pesquisa, desenvolvida pela BlinkLearning, empresa de soluções digitais para a educação, foi distribuída de maneira igualitária para professores de todas as regiões do país, com participação totalmente espontânea. Para o MEC, a importância de contar com um retrato sobre como a tecnologia está sendo integrada à educação, antes da aplicação do PNLD Digital (Plano Nacional do Livro e do Material Didático), é crucial – 2023 será o primeiro ano no qual as escolas públicas terão acesso aos livros digitais acessíveis dentro do programa nacional.
Pioneiro no Brasil, o Estudo Global sobre Tecnologia na Educação mostrou que 86% dos professores respondentes, afirmam usar algum tipo de material digital em suas aulas, principalmente, como apoio (64%). O dispositivo mais usado pelos alunos em atividades educacionais é o celular, conforme apontado por 46% dos entrevistados. De cada 10 centros educacionais, seis integraram, de alguma forma, a tecnologia nas salas de aula e mais de 80% dos docentes consideram que o uso da tecnologia melhora os níveis de motivação dos estudantes, sobretudo devido à possibilidade de acesso a conteúdos mais atraentes, com recursos interativos e dinâmicos.
“Estamos vivendo um momento de transformação da educação e a digitalização do ensino implica em novas descobertas, investimentos e capacitação dos professores para garantir uma educação mais inclusiva e a aprendizagem adaptada ao mundo atual”, explica Gabriel Meirelles, diretor da BlinkLearning Brasil.
O estudo mostra ainda, dados relevantes referentes a dificuldades como, por exemplo, a falta de treinamento em habilidades digitais e problemas (ou inexistência) de conexão à internet nas instituições. Adaptar o processo de ensino a uma modalidade on-line e melhorar a formação em competências digitais, são as principais exigências que a pandemia revelou. Os professores consideram que o principal desafio ao uso da tecnologia na sala de aula é a falta de dispositivos suficientes (73%) e, apesar das dificuldades, 72% recomendariam à instituição iniciar um projeto tecnológico.
Dentre os comparativos entre os países onde o estudo foi aplicado, o relatório mostra que uma grande porcentagem dos centros educacionais da Espanha (91%), Peru (84%), México (82%), Colômbia (80%) e Brasil (63%), integram a tecnologia em suas salas de aula.
“Como uma empresa que oferece soluções tecnológicas para a educação, nosso objetivo é entender como, efetivamente, a tecnologia está sendo integrada à educação na prática. Como os professores são os protagonistas deste processo e dessa integração, o melhor é receber deles as respostas para as principais perguntas sobre o tema”, finaliza Gabriel.