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Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) traz como tema para campanha do Outubro Rosa: Quanto antes melhor. A ideia de reforçar o diagnóstico precoce como melhor aliado ao tratamento acontece, sobretudo, porque enfrentamos a pandemia da Covid-19 e muitas mulheres deixaram de realizar seus exames de rotina por conta do medo de ir ao médico durante este período.
O mastologista Persis Oliveira explicou que as mulheres precisam entender que o diagnóstico precoce é fundamental para a sobrevida e chances de cura e que isso só acontece se houver a realização de exames preventivos e visitas regulares ao médico.
O médico contou que, de acordo com um levantamento feito pela SBM, mais de 70% das mulheres não compareceram as unidades hospitalares neste período da pandemia, o que contribuiu para que o câncer de mama se tornasse mais comum no mundo. “Percebemos essa diminuição do número de mulheres que buscaram a mamografia durante a pandemia. É importante reforçar que interromper o tratamento pode trazer prejuízos irreversíveis em alguns casos. Por isso, o nosso papel é orientar a população e dizer que com o avanço da vacina, as mulheres retornem a rotina de seus exames o quanto antes”, ressaltou Persis Oliveira.
O mastologista destacou que mulheres a partir dos 40 anos de idade devem realizar anualmente a mamografia, que é o exame mais eficaz para o diagnóstico precoce. “Para aumentar as chances de não desenvolver um câncer de mama, é necessário adotar um estilo de vida mais saudável, que compreenda a prática de atividades físicas e alimentação equilibrada, minimizando riscos não só do câncer de mama, como de muitas outras doenças”, explicou o mastologista.
Estudos mostram que o sobrepeso e a obesidade, além da falta de atividade física no dia a dia, aumentam os riscos para câncer de mama. “Sedentarismo, consumo de álcool, noites mal dormidas, entre outros, também contribuem para baixar imunidade”, alertou.
VACINAÇÃO
Em relação à vacinação do Covid-19, a SBM também reforça que é primordial que todas as mulheres se vacinem, inclusive as diagnosticadas com câncer de mama. Pois não há nenhuma contraindicação, inclusive para as pacientes que compõem o grupo de risco, que possuem a imunidade.