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Você certamente já ouviu falar da decadência do PT em outras épocas. Podemos citar as derrotas de Lula no início dos anos 90 ou até mesmo em 2016 quando, depois de quase perder em 2014 com Dilma, teve praticamente todos os seus candidatos derrotados nas eleições municipais, incluindo a vergonhosa participação de Fernando Haddad para o pleito paulistano, com apenas 16% dos votos.
Porém, em 2018 isso parecia tomar um outro rumo, uma vez que o candidato do PT à presidência, o mesmo Fernando Haddad, conseguiu ir para o segundo turno e, mesmo perdendo com uma grande margem, conseguiu 47 milhões de votos, dando esperança à sigla esquerdista de que bons ventos poderiam voltar a soprar e que o eleitorado poderia ter esquecido tudo o que afetou o partido nos últimos anos.
Contudo, o PT sofre com carência de nomes para disputar eleições. Seu maior símbolo, o ex-presidente Lula, está impossibilitado devido sua condenação, Dilma não agrada e foi derrotada até para o senado e Haddad sofre de inconsistência política, visto que é colocado por muitos com um homem sem ideias próprias e não seria indicado para liderar a esquerda.
Assim, 2020 chegou e o partido teve de apostar em nomes de nenhum peso, como Jilmar Tatto em São Paulo, obtendo uma votação muito baixa e viu Guilherme Boulos assumir o posto de oposição ao PSDB, que fora ocupada por eles durante décadas. A derrota em São Paulo refletiu-se em outras capitais, como Porto Alegre, Rio de Janeiro e no Nordeste, reduto de glórias do partido por anos.
É fato que os tempos são outros e , embora o PT se recuse a admitir, é necessário ser feita uma autocrítica para que o partido não acabe de vez no esquecimento. Porém, o caminho é longo, pois os escândalos que atingiram figurões e a falta de projeto, fazem com que o eleitorado busque outras alternativas.