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Quarta-feira, 25 de Marco de 2026
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Cooperativismo habitacional ganha espaço como alternativa para acesso à casa própria

Modelo baseado em autofinanciamento coletivo cresce no Brasil e surge como opção para quem busca fugir dos juros do financiamento imobiliário tradicional

Redação
Por Redação
Cooperativismo habitacional ganha espaço como alternativa para acesso à casa própria
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O acesso à casa própria ainda é um dos principais desafios para os brasileiros. Com imóveis cada vez mais caros e financiamentos que podem durar até 30 anos, novos modelos de aquisição começam a ganhar espaço no mercado. Um deles é o cooperativismo habitacional, sistema em que um grupo de pessoas se organiza para financiar coletivamente a construção de moradias.

De acordo com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), o cooperativismo reúne mais de 20 milhões de cooperados no país, distribuídos em diferentes setores da economia, como agropecuária, crédito, saúde, infraestrutura e habitação. O modelo é considerado um dos que mais crescem no país dentro do chamado terceiro setor, voltado à geração de renda e inclusão econômica.

No setor habitacional, o modelo funciona por meio da união de pessoas interessadas em adquirir um imóvel. O grupo contribui mensalmente para um fundo comum que financia a compra do terreno e a construção das unidades.

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Para o arquiteto e urbanista Bruno Lira, fundador da cooperativa habitacional Viver Mais,  o modelo surge como resposta às dificuldades enfrentadas por quem tenta comprar um imóvel pelo sistema tradicional.

“Quando você olha para o financiamento imobiliário convencional, muitas vezes a pessoa acaba pagando duas ou três vezes o valor do imóvel ao longo de décadas. O cooperativismo surge como uma alternativa de acesso mais coletivo e sem a lógica de juros bancários”, afirma.

Modelo baseado em autofinanciamento

No cooperativismo habitacional, os participantes formam um grupo que contribui mensalmente para viabilizar o empreendimento. À medida que as obras avançam, as unidades são entregues aos cooperados de forma gradual, geralmente por meio de sorteios ou critérios previamente definidos.

Segundo Bruno, o objetivo é tornar o processo mais acessível e transparente para os participantes.

“É um grupo de pessoas que decide caminhar junto para viabilizar o próprio projeto habitacional. Todos contribuem mensalmente e acompanham de perto a evolução da obra. O cooperado é, de fato, dono daquele projeto”, explica.

Ele destaca que o modelo também busca reduzir burocracias comuns no crédito imobiliário tradicional.

“Quem decide participar contribui mensalmente para o fundo coletivo. Não há financiamento bancário, nem juros. O único reajuste aplicado é o índice da construção civil, que acompanha a variação de custos do setor”, afirma.

Crescimento do modelo no Brasil

Embora ainda seja menos conhecido que os financiamentos tradicionais, o cooperativismo habitacional tem se expandido em diferentes regiões do país, especialmente em cidades com forte crescimento urbano e pressão sobre o mercado imobiliário.

Bruno afirma que um dos principais desafios do setor ainda é a falta de informação sobre o funcionamento do modelo.

“No início havia muito receio. Muitas pessoas nunca tinham ouvido falar em cooperativismo habitacional e ficavam inseguras. Com o tempo, à medida que as obras começaram e os projetos avançaram, a confiança foi aumentando”, diz.

Segundo ele, a transparência na gestão e o acompanhamento das obras pelos cooperados são fatores fundamentais para fortalecer o sistema.

“A cada três meses organizamos visitas às obras para que os cooperados vejam de perto o andamento do projeto. Isso cria uma relação de confiança muito forte com quem participa.”

Impacto social

Além da questão financeira, Bruno destaca o impacto social que a conquista da casa própria pode gerar na vida das famílias.

Ele relata que muitos cooperados chegam ao projeto após anos pagando aluguel.

“Muita gente vem até nós dizendo que passou mais de 10 ou 15 anos pagando aluguel sem conseguir juntar dinheiro para comprar um imóvel. Quando a pessoa vê o apartamento tomando forma, percebe que aquilo está se tornando real”, conta.

A primeira entrega de unidades da cooperativa está prevista para 2027.

Segundo Bruno, o objetivo é ampliar o alcance do modelo nos próximos anos.

“Nosso compromisso é transformar vidas por meio do cooperativismo. A casa própria ainda é um dos maiores sonhos das pessoas, e acreditamos que esse modelo pode ajudar muitas famílias a conquistá-lo”, afirma.

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