Com pouco mais de 40 milhões de vacinados, o Brasil segue sua saga rumo ao ideal plano de imunização, diante de recuo de medidas de afrouxamento das restrições de distanciamento e, também , do número de mortos de cresceu na última semana. Tudo isso ao mesmo tempo em que ocorre a CPI da Covid-19, que visa identificar fraudes e crimes de responsabilidade dos poderes políticos municipais, estaduais e municipais.
Quem prestou depoimento nesta quinta, 27, foi o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas. O Butantan é responsável pela fabricação da vacina CoronaVac no Brasil e que é responsável por mais de 70% das doces aplicadas até agora no Brasil. Covas relatou que falas do presidente e de seus filhos em relação ao governo Chinês e a própria vacina, acabou atrasando negociações e dificultando aquisição de mais ou menos 100 milhões de doses até dezembro do ano passado.
“Se nós tivéssemos a assinatura dos contratos com quantitativo maior, de 100 milhões, o cronograma seria outro. Poderia ter sido cumprido até maio, mas isso se houvesse sinalização lá em outubro. Em janeiro já havia existia escassez mundial da vacina. A própria Sinovac já tinha contratos com o governo da China, já tinha contratos com outros países, e nós entramos em outra negociação”, revelou.
Com indecisões, politizações e críticas, o Butantan assinou o contrato pelas vacinas em 7 de janeiro, atrasando entregas, fabricação e, consequentemente a vacinação dos primeiros grupos prioritários.
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