Empurrado pela torcida, mas sem inspiração, o Palmeiras não saiu do 0 a 0 contra a Chapecoense, em jogo válido pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro, neste domingo (29), no Allianz Parque. O Verdão não encontrou o caminho do gol, já que a equipe catarinense conseguiu parar o ataque alviverde que pouco criou.
Com duas mudanças na equipe, o Palmeiras começou mandando no jogo, com troca de passes rápida e girando por todos os lados do campo. Moisés, que subistituiu Bruno Henrique no meio de campo, era quem procurava ditar o ritmo da partida pelos lados do verdão; a Chape, por sua vez, estudava a partida procurando principalmente o contra-ataque.
Aos 6 minutos, após cobrança de falta, Arthur pegou o rebote e bateu de perna esquerda sem perigo para o goleiro Weverton, substituindo Jailson e que só acompanhou a bola pela linha de fundo. No lance seguinte, Dudu bateu escanteio para o Palmeiras, mas o goleiro Jandrei fez, sem problemas, a defesa. Neste momento a partida já estava mais equilibrada, pois a Chapecoense conseguia sair do campo defensivo com mais facilidade.
Com 10 minutos, o Palmeiras até chegou a abrir o placar, mas o gol foi invalidado. Borja foi lançado dentro da grande área por Moisés, porém, antes de finalizar, o bandeira já havia marcado impedimento do camisa 9 palmeirense, para delírio da torcida, que xingou sem economizar o assistente. O camisa 10 Moisés era quem mais articulava a equipe mandante, que tinha o meia Lucas Lima sumido até o momento.
Quando eram jogados 17 minutos, após cobrança de escanteio de Dudu, Tiago Martins cabeceou no canto direito de Jandrei, que fez uma grande defesa, mandando a gorduchinha para a linha de fundo. Em outra bola alçada na área, na sequência, Felipe Melo ficou reclamando de pênalti, porém o árbitro madou o jogo seguir, para a irritação do camisa 30.
A Chape chegava pouco e, quando conseguia, eram nas bolas paradas. Em um desses lances, aos 23, Amaral, que atuou no verdão em 2015, tocou de cabeça, mas sem muito perigo para o arqueiro da equipe Alviverde. Neste momento, o jogo era tecnicamente fraco, com poucas chances e muitos erros de passes. O ataque do Verdão não conseguia criar e o time catarinense não levava perigo nos contra-ataques.
Aos 27, o zagueiro Rafael Thyere marcou após cobrança de falta de Canteros, mas novamente o assistente anulou. A revolta dos jogadores da Chape foi pelo fato do bandeira demorar para marcar a infração, sendo que alguns atletas até já comemoravam. No lance, Wellinton Paulista levou cartão amarelo por reclamação e também por ter atrapalhado a reposição de bola.
O Palmeiras só foi ter a primeira chance real de gol aos 37 minutos, quando Moisés lançou para Dudu pelo alto, que dominou e bateu forte, mas o goleiro da Chape, Jandrei fez um defesa espetacular. Instantes depois veio a segunda oportunidade, quando Borja recebeu sozinho dentro da pequena área e bateu por cima do gol. O lance foi tão incrivelmente perdido que o atacante se jogou ao chão por não acreditar na chance que desperdiçou.
Em resumo, o primeiro tempo não teve grandes emoções. Todas as chances derivaram de lançes isolados e jogadas individuais. O Palmeiras dependia quase que exclusivamente de Moisés e Keno, enquanto a Chape abusava da retranca, buscando a saída em velocidade que aconteceram poucas vezes. O placar de 0 a 0 era absolutamente justo.
O segundo tempo começou muito mal para o Palmeiras. Logo aos 3 minutos, Felipe Melo sentiu uma lesão no tornozelo e precisou ser substituido, entrando Thiago Santos. Um minuto depois veio a primeira boa jogada do camisa 5, que deu bom passe para Keno, este ligou Dudu para fazer o cruzamento. A bola foi na mão do goleiro Jandrei.
Aos 11 minutos, Dudu bateu escanteio na marca do pênalti, borja subiu e tocou de cabeça para fora. O Palmeiras já evitava os cruzamentos e procurava jogar mais pelo chão, inclusive com Dudu e Keno tabelando pelo mesmo lado. A mudança de posicionamento e troca de passes desmontavam de forma mais eficaz a retranca da equipe de Santa Catarina.
A torcida do Verdão já mostrava irritação com o resultado, sendo isso mais visível na substituição feita pelo técnico Roger Machado, quando Deyverson entrou no lugar de Borja. As vaias foram altas, principalmente pelo fato de o atacante Willian não ter sido o escolhido para entrar noa partida.
Quando eram jogados 24 minutos, Dudu foi lançado pela direita e bateu cruzado para mais uma boa defesa do goleiro Jandrei. Na cobrança de escanteio, o camisa 7 palmeirense, que havia sido vaiado no lance anterior jogou na área e, no rebote, Lucas Lima bateu por sobre o gol.
Depois dos 30 da etapa final o Alviverde já mostrava desespero. O Técnico Roger tirou Lucas Lima e colocou Willian. Com isso Dudu passou a ser o armador da equipe. Numa sequência de dois lances de escanteio seguidos, aos 32, Thiago Santos teve a chance, mas foi travado por Apodi, que tirou a bola quase em cima da linha.
No fim do jogo, o Palmeiras foi para cima. Bombardeou a área catarinense com cruzamentos que iam de uma lado para o outro o tempo todo. Aos 47, Antônio Carlos aproveitou uma bola e cabeceou no canto esquerdo de Jandrei, que contou com a ajuda da trave para salvar a Chape. Aos 49, o zagueiro camisa 25 conseguiu colocar a bola na rede, mas novamente o assistente parou o lance. Aproveitando o gol anulado, o Juiz encerrou a partida.
O Palmeiras segue como sétimo colocado na competição, com 5 pontos. Seus próximos adversários são o Alianza Lima, no Perú, quarta (2) pela Libertadores e o Atlético-PR, em Curitiba, no domingo (6) pelo Brasileirão.
Ficha Técnica:
S. E. Palmeiras
Weverton; Marcos Rocha, Antônio Carlos, Thiago Martins e Diogo Barbosa; Felipe Melo (Thiago Santos), Moisés e Lucas Lima (Willian); Keno, Borja (Deyverson) e Dudu. Técnico: Roger Machado.
Amarelos: Digo Barbosa, Borja, Deyverson e Dudu.
Chapecoense
Jandrei; Apodi, Rafael Thyere, Douglas e Bruno Pacheco; Amaral, Elicarlos, Marcio Araújo e Canteros (Luis Otávio); Arthur (Guilherme), Wellington Paulista (Leandro Pereira). Técnico: Gilson Kleina.
Amarelos: Rafael Thyere, Bruno Pacheco, Amaral, Elicarlos, Arthur e Wellington Paulista.
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