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Redação SP de Fato -De 2015 a 2019, o boletim epidemiológico do ministério da Saúde registrou 2.504 surtos de doenças de transmissão hídricas e alimentar no Brasil. Em 2019 ocorreram 200 surtos.
De um total de 37.247 pessoas, ocorreu uma média de 9.312 casos/ano, com 38 evoluindo para mortes. Esses dados reforçam o quanto é essencial prestar atenção na higiene dos locais que comercializam produtos alimentícios.
Atenção
Segundo o médico-veterinário Ricardo Moreira Calil, presidente da Comissão Técnica de Alimentos (CTA) do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Est. de São Paulo, o consumidor precisa prestar muita atenção na compra de carnes de todos os tipos.
“É necessário saber a origem dos produtos, porque há bastante abates nesta época do ano. Alguns sem os processos adequados”, disse. Calil orienta que se compre produtos que passaram por inspeção oficial.
O ponto principal é nunca comprar carnes das quais sua origem é desconhecida. Preço muito abaixo do mercado é sinal de perigo. “O consumidor deve evitar adquirir produtos que não tenham identificação clara. Mesmo os congelados ou resfriados, tem a identificação na embalagem”, finalizou.
Cuidados que precisam existir na cozinha
- Guardar os produtos de origem animal em temperatura ideal.
- Descongele os alimentos na geladeira, evitando temperaturas ambientes.
- Se for preparar uma receita, depois volte o produto para a geladeira.
- Cuidado: temperaturas acima de 20 graus aumentam a quantidade de bactérias.
- Lave a cozinha e os utensílios que serão usados para fazer as refeições com água misturada com cloro.
- Para evitar contaminação use luvas plásticas ao manusear os alimentos.
- Use touca e os cabelos presos.
- Também não dispense avental, de preferência de plástico.