A decisão da justiça britânica de negar (na manhã desta segunda-feira, 4/1) ao governo americano o pedido de extradição de Julian Assange foi recebida com alívio por entidades de direitos humanos e de defesa da liberdade de imprensa.
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Mas as coisas podem não ser tão simples. O fundador do Wikileaks segue preso (na quarta-feira o pedido de liberdade condicional será julgado). E a acusação anunciou que vai tentar reverter a decisão. Pelo menos ele ficou livre de virar um trofeu para o presidente americano Donald Trump.
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O mais importante, no entanto, é que a decisão foi apenas relativa à extradição (a juíza concordou com a tese de que ele poderia cometer suicídio
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numa prisão americana) e não quanto ao mérito do caso. Enquanto muitos ainda comemoravam, a presidente da União Nacional de Jornalistas do Reino Unido, Michelle Stanistreet, foi uma das pessoas que manifestaram preocupação com a sentença que "impediu a extradição mas deixa aberta a porta para acusações semelhantes contra jornalistas”.
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Veja em MediaTalks by J&Cia os detalhes do julgamento do fundador do Wikileaks (com imagens transmitidas pela Repórteres sem Fronteiras da porta do tribunal reclamando do cerco policial), as principais repercussões, a íntegra da sentença da juíza Vanessa Baraister, as implicações políticas para o governo britânico e os movimentos de ativistas em apoio a Assange, que apesar de ter virado um ícone para o jornalismo não é considerado jornalista pelo Comitê de Proteção aos Jornalistas. Entenda o motivo aqui.
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FONTE/CRÉDITOS: Redação/Hourpress
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