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Sábado, 26 de Setembro 2026
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Aline Torres, eterna secretaria de cultura do município de São Paulo, se reúne com produtores culturais de toda a cidade.

line Torres se reuniu no dia 7 de maio com produtores culturais da Zona Norte paulistana no Bar do Dão, na Casa Verde

Redação
Por Redação
Aline Torres, eterna secretaria de cultura do município de  São Paulo, se reúne com produtores culturais de toda a cidade.
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A ex-secretária de Cultura da cidade de São Paulo e pré-candidata a vereadora Aline Torres se reuniu no dia 7 de maio com produtores culturais da Zona Norte paulistana no Bar do Dão, na Casa Verde.  A convite do músico Luizão Perna, Aline falou sobre a importância de políticas públicas para o setor cultural, bem como a relevância de pessoas pretas ocuparem cargos estratégicos no poder público.  Paulistana de Pirituba, bairro da Zona Norte, Aline Torres entrou na política cedo. Aos 16 anos de idade, como militante do Educafro, já lutava pela inclusão de pessoas negras e pobres no ensino superior.  Aos 18, entrou na juventude partidária. Desde então, não parou mais: “Eu sou uma mulher em movimento”, brinca Aline, que foi diretora geral do Centro Cultural de Juventude Ruth Cardoso, na Vila Nova Cachoeirinha, e com passagem pela TV Cultura.  Sua chegada ao comando da Secretaria de Cultura da Cidade de São Paulo, por escolha do prefeito Ricardo Nunes (MDB), é um marco.  “Eu tive a sorte de ser a vigésima primeira secretária de Cultura da cidade de São Paulo e o primeiro corpo negro a sentar naquela cadeira. Historicamente, essa pasta é acadêmica, composta por homens brancos, mais velhos, com uma visão da academia”, relembra Aline Torres.   Um de seus grandes feitos, enquanto secretária de Cultura, foi descentralizar o maior festival gratuito do país, a Virada Cultural. “Descentralizar significa dar protagonismo a lugares que muitas vezes não têm”, explica Aline.  Sob sua gestão, a Virada do Pertencimento de 2023, por exemplo, espalhou pelos quatro cantos de São Paulo, incluindo Brasilândia e Parada Inglesa, 12 arenas, 24 palcos, 49 equipamentos culturais e mais de 500 atrações. Em um único final de semana, a Virada movimentou R$ 91,3 milhões, gerando 1.800 postos de trabalho.  “Levamos cultura para a porta das pessoas. Essa é a maior realização que um gestor público pode ter, investindo dinheiro de verdade na periferia, impactando a economia local, as lojinhas, as manicures, todos”, diz Aline.  Outra de suas ações como gestora pública foi desburocratizar os processos de contratação de artistas pela Secretaria, com a publicação da Portaria 34, que tem beneficiado sobretudo artistas locais.  Antes, a pasta da Cultura exigia três notas fiscais de outras apresentações, além de clippings, com provas de divulgação na mídia. Agora, os artistas podem ser contratados e pagos sem burocracias, com base em uma tabela de referência.  “Essa é uma ação da qual me orgulho muito, porque mais de um terço de todas as contratações do ano de 2023 foram de artistas dos bairros!”, comemora Aline Torres.
 São resultados diretos da Portaria 34 muitos dos eventos culturais que acontecem nas pontas da cidade de São Paulo hoje em dia, e que contam inclusive com a presença de Aline Torres e o reconhecimento do seu papel como gestora por parte dos artistas, produtores locais e periféricos.  Alguns desses produtores, como Luizão Perna, Willian Zimbábue, Mauricio Black Mad, Zezão Eventos, Jhony, Carlão Mistura Fina, Luiz Carlos - da equipe Os Carlos, estiveram presentes no encontro com Aline Torres, no Bar do Dão.  “Aqui está a história da Black Music da cidade de São Paulo, e eu sou semente dessa ancestralidade todinha”, reconhece Aline Torres.

Aline Torres, os bailes e o Carnaval -  A ligação de Aline Torres com a música, a dança, o samba e o Carnaval remonta à sua infância. Ainda criança, ela já estava envolvida em vários setores de escola de samba, inclusive confeccionando fantasias.

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 “Eu fui uma jovem de baile. Aprendi a dançar samba-rock com minha madrinha, nesses bailes de vocês”, relembrou Aline no encontro com os produtores culturais no Bar do Dão. “Eu chego aqui, me sinto em casa, porque nós somos muito parecidos”, completou.  Esse vínculo pessoal com a festa alimenta sua paixão e compromisso em fortalecer o Carnaval não apenas como um evento festivo, uma expressão cultural, mas como forma de gerar emprego e renda.  No Carnaval de 2023, sob sua gestão, foram gerados mais de 20 mil empregos diretos e indiretos, e R$ 3 bilhões em impacto econômico em São Paulo.

Gestão estratégica na Secretaria de Cultura -  Aline Torres passou por praticamente todos os cargos na gestão pública, e sabe da importância de ter pessoas pretas, periféricas, como ela, em cargos de comando.  “Nós sabemos da nossa realidade, das nossas dores. Não dá para colocar todos lá. Mas, aos poucos, vamos ocupando esses espaços”, explica Aline. “Quando consigo colocar dois, as coisas já começam a mudar”, completa.  “Precisamos ocupar os espaços de verdade, porque ideologia a gente faz com a caneta na mão; ideologia a gente faz quando tem poder”, diz.

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