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A confirmação da saída de Marta da gestão Ricardo Nunes para formar chapa com Boulos na disputa à Prefeitura em outubro deste ano deve ser mais benéfica ao atual prefeito do que se imagina, pois a tendência é que a aliança entre ex- prefeita e o atual deputado federal não tenha o mesmo cunho de Lula/ Alckmin no pleito de 2022, sobretudo pelo fato de não ser Bolsonaro o adversário, mas sim alguém mais ligado ao centro.
Neste caso, Marta aparece mais como alguém sem contexto político imediato, ou seja, aparece para o eleitor como uma espécie de oportunista, uma vez que teve sua carreira encerrada há muito tempo, quando teve a oportunidade de comandar a cidade, mas acabou sendo rejeitada pelo público na eleição seguinte. Muitos temem a volta de Marta. Assim, fica absolutamente complicada a saída à condição mais ampla de chapa democrática, uma vez que Nunes representa zero perigo à democracia e, se tratando de eleição municipal, o foco é completamente diferente.
Outro ponto negativo que pode atrapalhar a chapa é justamente Marta ter saído de uma secretaria de Nunes, fato que limita qualquer crítica da oposição ao atual governo, visto que Boulos terá como vice alguém que fez parte durante praticamente toda gestão, semelhante à falta de crítica de Haddad à Alckmin em 2022.
Lula foi o responsável por unir a chapa. Crítica ao PT em tempos passados, o histórico de ataques pesados da ex-prefeita à Boulos e ao PSOL, também podem ser usados como armas. Talvez a tentativa do presidente seja amenizar a possível crise na campanha após os últimos resultados de pesquisa, que tiraram Nunes do anonimato para uma boa porcentagem de intenção. O jogo político está começando. Que vença o melhor.